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Qairan Elim: relembrando o passado e sonhando com o futuro da Nação

A independência do Cazaquistão e a resiliência das papoulas 



O Cazaquistão está celebrando seu principal feriado nacional hoje - o Dia da Independência, há cerca de 29 anos o país se tornou um estado soberano depois que o Conselho Supremo adotou uma lei sobre a independência do Estado do Cazaquistão em 16 de dezembro de 1991. O processo pacífico destacou o país como a única república ex-soviética a não cair em uma guerra civil na ausência do controle russo.

O Cazaquistão emergiu como um estado independente e embarcou no caminho das transformações pós-comunistas em circunstâncias extremamente difíceis. A economia soviética herdada estava em “queda livre” e o jovem país independente enfrentava a séria tarefa de realizar a reforma econômica e construir um novo Estado. A escassez crônica de capital, a destruição da rede comercial existente e a dificuldade de adaptar as empresas e estruturas soviéticas às condições do mercado levaram a uma profunda recessão na economia do Cazaquistão e dos países vizinhos.

Atravessando todas as adversidades e obstáculos que foram surgindo no caminho, tal como as papoulas que crescem selvagens nas estepes, o país não só sobreviveu como prosperou e floresceu.



Assim como o povo cazaque, as papoulas são conhecidas por florescer até nos piores cenários. Nem mesmo os invernos congelantes, guerras, secas ou a ferida aberta dos testes nucleares no Semipalatinsk são capazes de parar tão resiliente flor, assim como não foram capazes de parar o Cazaquistão.

Qairan Elim

O ano de 2020 trouxe novos desafios e presenciamos o mundo parar diante uma epidemia de proporções jamais vistas. Trazendo um tom mais emocional, melancólico e contemplativo, a música “Qairan Elim” é como um vislumbre da mente de Dimash, onde ele compartilha suas experiências pessoais, sua ansiedade sobre o destino de sua terra natal e o mundo inteiro. 

O compositor Renat Gaissin diz que sua inspiração veio em julho, ao rolar o feed de notícias. A cada notícia lida, os sentimentos do compositor se tornavam cada vez mais insuportáveis - eles, como relatos da guerra, eram preenchidos com informações sobre o número de novas pessoas infectadas e mortas devido ao coronavírus. O kobyz, instrumento ancestral ligado a representações da própria alma do músico, foi livremente adicionado durante a gravação do MV.

      Assim como o refrão, nós do DKFBC também desejamos felicidade e prosperidade ao Cazaquistão e ao mundo. Que possamos novamente nos reunir e reconstruir quando tudo isso passar, e que o futuro seja cada vez mais brilhante.


Oh, minha Terra Sagrada!


Mesmo que as lágrimas tenham tocado seus olhos,

Você não precisa esconder seus sentimentos.

Com amor por você minha pátria,

Eu rezo pela paz na terra!

 

Qual é o significado da vida sem provações?

Dificuldades temperam,

E o temperado não se quebra ...

Mas só o tempo vai curar tudo ...

 

Refrão:

 

Oh, minha terra sagrada,

Eu oro por apenas uma coisa -

Que seu coração bata para sempre.

 

Que todas as tristezas e sofrimentos sejam esquecidos,

Deixe o sol e a lua brilharem para sempre.

Que haja alegria em cada casa e riso das crianças ecoem,

E desejo prosperidade para todo o mundo!


Designer de interiores lança coleção de almofadas inspirada em Dimash

Em julho de 2019, durante a festa de aniversário do maestro Igor Krutoy, na Turquia, Dimash postou no Instagram uma foto junto com os pais e a seguinte legenda: “Eu e minhas asas”. Era mais uma de suas tantas demonstrações de afeto pela família que encantam dears do mundo todo, mas para uma dear em particular o post tornou-se também inspiração e assim nasceu a ideia da coleção de almofadas "Onde moram suas asas?", assinada pela designer de interiores goianiense Alessandra Gomes.
Ela conta que a frase postada por Dimash a comoveu profundamente. “Para mim meus pais sempre foram meu apoio, minha rocha. Também sempre vi na família e no lar o refúgio, o aconchego, o porto seguro, a rede de apoio. Ao mesmo tempo, é essa rede que nos impulsiona a voar, a ganhar o mundo”, descreve.

Foi assim que ela pensou no trabalho com fibras trançadas e tramas bordadas, simbolizando a teia de afetos e relações que ampara e dá asas para o mundo, como ela própria explica. O projeto nasceu com a concepção de um par de asas bordado com linhas que se entrelaçam, tendo como referência a string art (arte em que se faz um contorno com alfinetes e linhas vão sendo traçadas, ligando os pontos, formando uma trama e completando um desenho). Outras almofadas apresentam uma rede sobreposta ao tecido aveludado e toda a coleção remete a uma teia de relacionamentos. A resposta ao nome da coleção é dada pela própria Alessandra: “Suas asas moram onde você se sente abraçado e acolhido”.

A coleção, lançada na semana passada, está sendo confeccionada pela empresa de decoração Summerflex, de Goiânia, de Helen Simone e Clarismar Machado, parceiros no trabalho da designer. O kit modelo já está exposto e o segundo ainda está em produção.

Alessandra explica que as fibras trançadas, os fios e as tramas simbolizam a teia de afetos e relações. “E isso ao mesmo tempo em que o lar se mostra o nosso porto seguro. É nele que nos reenergizamos, nos refazemos, para que possamos, enfim, ganhar asas”.

 “Dimash me inspira”

Formada em Direito com mestrado em Letras e Linguística, Alessandra Gomes tem 50 anos e há 20 é professora universitária. Possui especialização em Educação e em Design de Interiores, Ambientação e Produção do Espaço. Quando descreve o currículo, faz questão de acrescentar: “Além disso, sou uma dear”.

“Descobri Dimash em 28 de agosto de 2018, quando um amigo me enviou um vídeo de Dimash cantando “SOS d´un terrien en détresse” no Slavic Bazaar. Fiquei encantada com aquela voz singular, com aquele alcance vocal estratosférico, com tamanhos controle e técnica, que nem pareciam humanos. Quando dei por mim, estava pesquisando mais performances, buscando mais apresentações e assistindo a reaction videos de especialistas em voz e canto, que me ajudaram a compreender o quão rara era a qualidade daquilo que eu estava presenciando”, lembra Alessandra.  

Ela conta que quanto mais via e ouvia Dimash, mais “hipnotizada” ficava. Ela então assistiu a toda a saga na China e passou a pesquisar a história do ídolo, dos seus pais, do seu país. Como ela própria admite, “estava definitiva e irremediavelmente fisgada”.

A designer conta que conhecer o talento de Dimash a fez questionar muitas coisas, como o comodismo e a normalidade. “Uma multidão de diferentes etnias, crenças e culturas se comunica, se une e se irmana, tendo em comum a capacidade de sentir uma música e um artista que falam com nossa alma. Eu pensava: se alguém pode ser assim, ninguém tem o direito de se satisfazer com a mediocridade”.

Aos poucos, a inquietação do início, a sensação perturbadora que revela ter sentido, deu lugar a um “extremo fascínio”. “Percebi que aquele canto e aquelas músicas tinham um efeito ‘purificador’. Dimash me enleva, me eleva e me inspira”.

Gratidão

Alessandra destaca o quanto Dimash é capaz de inspirar as pessoas de muitas e diferentes formas e que, para ela, é pela gratidão. “Gratidão por ter a honra e o privilégio de testemunhar, em meu tempo de vida, a sensibilidade de um gênio, de um talento raro, como poucos já vistos em nossa história planetária”, define a designer.

Para conhecer a coleção "Onde moram suas asas?" acesse: @alessandragomesdesigner ou  @summerflex

Assista o vídeo de lançamento também com legendas em inglês no @dimash_fcbrasil





Dois anos do DKFCB: Resumo da trajetória do fã-clube no seu segundo ano de atividade



 

Crédito das fotos utilizadas no painel de fundo: aos seus respectivos donos

São dois anos dedicados a apresentar ao público brasileiro o talento, a graça e o caráter de um príncipe cazaque que tem conquistado mais e mais a cada dia a admiração e os corações de todo o mundo. Neste segundo aniversário do Dimash Kudaibergen Fã-Clube Brasil há motivos de sobra para comemorar: ganhamos espaço na mídia — nacional e internacional —, nossas redes sociais não param de crescer e, o mais importante, a carreira de Dimash deslanchou de vez e em breve o mundo inteiro reconhecerá que a melhor voz do mundo pertence a um jovem músico do Cazaquistão.

E não há forma melhor de festejar esses dois anos de DKFCB, já que o momento de pandemia nos impede de promover uma grande festa, do que expressar toda a gratidão a todos os dears do Brasil que têm sido incansáveis na missão de contar às pessoas sobre a música de Dimash. Sobre seu amor, sua generosidade e seus sonhos por um mundo de paz.

Gratidão também aos clubes amigos que estão conosco nessa prazerosa tarefa de buscar e compartilhar conteúdos de qualidade do Dimash, e nos presentearam com esta linda homenagem ao aniversário de dois anos do DKFCB.

"Há dois anos, no distante país quente, o Brasil descobriu um jovem talentoso músico do Cazaquistão.  Assim nasceu o Dimash Kudaibergen FC Brasil.  Hoje é o aniversário dos nossos amigos.
 PARABÉNS!
Fãs alegres e positivos do Dimash do Brasil familiarizam outras pessoas com o trabalho do nosso querido artista, passam momentos juntos de forma tão ativa, unidos por uma música maravilhosa.
Amigos, desejamos um feliz aniversário ao seu clube.  Deixe seu otimismo te apoiar em todos os seus esforços.  Vamos nos encontrar nos shows do Dimash!"
(Dears💗Dimash)


Abaixo, um breve resumo em imagens sobre os frutos das atividades desenvolvidas pelo DKFCB nesse segundo aniversário:

Quatro artigos publicados pelo jornal EXTRA.

Links para as matérias publicadas pelo jornal EXTRA:

https://glo.bo/38N2mNF 

https://glo.bo/3pAlAMB

https://glo.bo/38PvnIA 

https://glo.bo/3lDy9o0

Matérias publicadas pelo EXTRA durante o primeiro ano do DKFCB:

https://glo.bo/3f6Rzz3 

https://glo.bo/2K6MCL8 

https://glo.bo/3lGOb0u

Cinco artigos publicados no Dimash News em parceria com o DKFCB.

Links para os artigos publicados pelo Dimash News:

https://bit.ly/3f9YO9p

https://bit.ly/32Tch0t 

https://bit.ly/3lDz33S

https://bit.ly/3pIgn5B 

https://bit.ly/3ntQiVN

Parcerias com a Embaixada do Cazaquistão no Brasil.


Encontros de dears no Brasil e em concertos do Dimash.


Ações sociais promovidas pelo DKFCB.

Ação social promovida pelo DKFCB para ajudar famílias em situações de vulnerabilidade devido à pandemia do covid-19, em homenagem aos 26 anos do Dimash.

Link para o vídeo em homenagem ao aniversário do Dimash e entrega das doações: https://youtu.be/PXzGlIVysRg


Programa dedicado ao Dimash e à cultura do Cazaquistão, o Conexão Cazaque.

O programa é transmitido pela web rádio Conexão Litoral todas quintas-feiras, das 21h às 22h.

Link para a rádio: https://bit.ly/3lPDEzO

 

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BamBam: “Dimash entraria em minha vida como um furacão”


O cantor e compositor Fabrício Almeida Araújo tem uma carreira consolidada de quase duas décadas de estrada. Mineiro de Governador Valadares, Fabrício BamBam, como é conhecido no mundo da música, divulga seu trabalho no Youtube, onde tem um canal com mais de 93 mil inscritos. Certo dia viu um amigo músico fazendo um vídeo de reação e decidiu fazer também, como passatempo. 

Não era nada muito produzido ou uma expectativa de fazer do cada vez mais frequente “reaction” o foco do seu trabalho na internet. Mas foi daí que Dimash entrou na sua vida “como um furacão”, como ele mesmo define. 

BamBam já tinha ouvido a versão original de “SOS D'un Terrien En Détresse”, o clássico francês interpretado por Grégory Lemarchal em 2004. 

— Percebi que o vídeo do Dimash no programa The Singer estava muito bombado, com vários e vários reactions, e resolvi então fazer de uma performance dele dessa música, mas de um vídeo de 2018 — conta o músico.

O vídeo escolhido por BamBam para sua estreia em um conteúdo de análise vocal e artística foi o de uma mais famosas performances de Dimash da canção francesa: a do Slavic Baazar, festival da Bielorrúsia vencido por Dimash três anos antes. A reação foi feita em dezembro de 2018, cinco meses após a apresentação de Dimash. O vídeo tem quase dois milhões de visualizações.

— Dimash me trouxe naquele vídeo possibilidades que eu não imaginava que um ser humano poderia apresentar em termos de extensão vocal e capacidade técnica no exercício do canto. SOS na voz e interpretação de Dimash entraria na minha vida como um furacão. E eu não estava preparado. Essa performance de Dimash me inspirou a desenvolver novas habilidades no exercício do canto e performance interpretativa — lembra.

Essa foi a única reação que ele fez em inglês, mas BamBam lembra que ficou tão impactado pela performance que chegou a ter dificuldades com a pronúncia e articulação.



 — Era sobre-humano, era de outro planeta, era impossível. Música é uma coisa que me toca profundamente, e essa performance de Dimash me imergiu num mundo mágico que eu não conhecia ainda, que são as possibilidades que o jeito Dimash de cantar e interpretar podem te levar. Desde então acompanho tudo o que ele faz. Fiz diversas reações sobre o trabalho dele. Dimash continua maravilhoso, continua me inspirando. Continua sendo o mesmo Dimash quando o conheci: impactante! — descreve.

“O céu não é o limite para Dimash”

Fabrício BamBam é reconhecido pela voz e interpretação no meio rock / metal. Tem como inspiração especialmente Freddie Mercury, Bruce Dickinson e Ronnie James Dio.

— Eu que sempre escutei os gigantes para me inspirar como cantor passei a ter outro gigante chamado Dimash, que me mostrou a suavidade, a emoção, a capacidade interpretativa amplificada, a comunicação com o olhar e uma série de diferenciais que Dimash, apesar de tão jovem, já trazia em sua performance. O céu não é o limite para Dimash, porque não há limites para tamanha magia da música — afirma.

BamBam é grato aos fãs de Dimash que prestigiam seu canal e que passaram a conhecer seu trabalho como artista.

— Sou extremamente grato por ele ter me “emprestado” um pouquinho do talento cativante dele para que hoje eu tenha, através do reaction a ele, fãs espalhados por todo o planeta também, pessoas que começaram a acompanhar e curtir meu trabalho como cantor e compositor. Agradeço a cada fã de Dimash. Vocês são sempre bem-vindos! — diz o músico.

Talento reconhecido

Fabrício BamBam tem 39 anos de idade e quase 20 de carreira. Já participou de vários trabalhos artísticos em bandas de Minas Gerais. O mais expressivo foi na banda Elephant Casino, que conquistou fama nacional e internacional. 

Em carreira solo há três anos, gravou singles e videoclipes, como as músicas Mind in Clouds e Empty Chest, além de suas performances como intérprete. Todo esse conteúdo está em seu canal no Youtube.

Para conhecer o trabalho do cantor e compositor Fabrício BamBam siga os links abaixo:

No YouTube: youtube.com/fabriciobambam 

No Instagram: instagram.com/fabriciobambam

O universo Dimash no Conexão Cazaque

 O Dimash Kudaibergen Fã-Clube Brasil (DKFCB) já tinha completado seis meses e conquistava cada vez mais dears nas redes sociais, mas a ideia era buscar outras formas de divulgar ainda mais o nome do Dimash e, ao mesmo tempo, contar sua trajetória para os próprios integrantes do fã-clube. Foi então que a dear Tayssa Marques resolveu procurar Klau Pajaro, uma amiga dos tempos da adolescência, para propor uma parceria. E assim, em julho de 2019, nasceu o Conexão Cazaque.


O programa, com uma hora de duração, é exibido todas as quintas-feiras, a partir das 21h, na rádio web Conexão Litoral. A pauta aborda de tudo um pouco sobre o universo Dimash: os concertos, a trajetória nos concursos, programas de tv e festivais e várias curiosidades sobre a carreira do músico. Também fala da cultura do Cazaquistão e, claro, apresenta sempre um repertório de canções. 


Tayssa e Klau são de Itanhaém, cidade do litoral de São Paulo. Tornaram-se amigas nos tempos de escola, na década de 80. Depois cada uma tomou seu rumo. Tayssa seguiu a carreira de cantora e Klau se formou em rádio e tv. Por conta do trabalho, moraram em várias cidades do país. Décadas depois Tayssa voltou à cidade natal e Klau foi viver em Florianópolis (SC), onde fundou a rádio Conexão Litoral. 


— A gente nunca perdeu contato todos esses anos. Eu sabia que ela tinha sua própria rádio e então perguntei se podia ceder um espaço para falarmos de Dimash. Ela topou na hora — lembra Tayssa.


Foi a primeira vez que Klau ouviu falar sobre Dimash e com o pedido da amiga foi conferir o trabalho do cantor.


— Me apaixonei e na hora aceitei. A música é ótima e o conteúdo do programa é super bacana. As pessoas têm gostado muito — afirma a radialista. 


Tayssa conversou com as administradoras do DKFCB e o time foi montado para produzir e apresentar o Conexão Cazaque. Além de Tayssa, integraram a equipe que fundou o programa as dears Tatianny Ribeiro, Diana Cheng Madruga, Ana Paula Nascimento, Sabrina Maciel, Ana Paula Lima e Dani Santos.


O Conexão Cazaque estreou em 4 de julho de 2019. Ficou suspenso um tempo depois para reajustar as rotinas da produção — em função do crescimento do fã-clube e do surgimento de novos projetos —, mas agora está de volta. Na semana passada falou sobre o concerto de Londres, de 2018, e da turnê Arnau.


— Fico feliz em ver que deu certo e tem sido executado pelo DKFCB com tanto amor, carinho, dedicação e empenho. Torço para que a finalidade do programa seja alcançada e a cada dia mais gente ouça e aprecie o talento e a voz do Diko — festeja Tayssa.


O programa desta quinta-feira, 13, será especial em homenagem ao 175° aniversário do pensador e poeta cazaque Abai Kunanbayev.


O Conexão Cazaque é transmitido no site conexaolitoral.com.br.

"Dimash sempre será uma referência para os cantores do mundo”, afirma Márcio Guerra

Há pouco mais de dois anos e meio o músico brasileiro Márcio Guerra assistiu pela primeira vez a uma performance de Dimash. Aliás, duas: S.O.S d'un terrien en détresse e Unforgettable Day, primeiro e décimo episódios do The Singer. Professor de canto há mais de três décadas, Márcio tem um canal no Youtube com mais de 1,1 milhão de inscritos, onde analisa performances de músicos famosos. O vídeo de reação, hoje com mais de 870 mil visualizações, ajudou a divulgar a carreira de Dimash no Brasil. 

Encantado com o talento do jovem músico cazaque, Márcio decidiu criar uma série no seu canal, o Márcio Guerra Canto, que batizou de “A Saga na China”. A série toda tem mais de 4,8 milhões de visualizações.

“Dimash sempre será uma referência para os cantores do mundo”, afirma Márcio, carioca que desde 2013 vive na Flórida (EUA).

A partir do primeiro vídeo, Márcio Guerra passou a acompanhar o trabalho de Dimash e segue reagindo às suas performances. A mais recente foi também S.O.S d'un terrien en détresse, do Festival de Jazz de Tóquio.

“Não é todo dia que nasce um cantor com uma voz extraordinária como a do Dimash”, define ele, que destaca como principais qualidades do cantor a tessitura, agilidade e dinâmica.  

Em suas reações, onde costuma repetir que “Dimash precisa ser estudado pela Nasa”, Márcio também chama a atenção para a concentração e o efeito que Dimash causa na plateia. “Cada parte da voz de Dimash traz uma emoção diferente. A linguagem musical que ele usa é universal, não é restrita a um estilo ou um tipo de público”.  

Em dezembro do ano passado Márcio Guerra esteve em Nova York para assistir ao vivo o primeiro concerto solo de Dimash nos Estados Unidos. Com a ajuda do Dimash Kudaibergen Fã-Clube Brasil (DKFCB) encontrou-se com vários dears brasileiros. “Foi uma experiência única poder ouvir ao vivo e constatar a grandiosidade do talento do Dimash e também estar junto com seus fãs do mundo todo em seu primeiro show nos Estados Unidos”.

Sucesso no Youtube


Marcio Guerra começou cedo a estudar música. Foi na escola pública, no Rio, que teve o primeiro contato com o piano e a flauta doce. Começou a tocar violão sozinho, com ajuda das revistas de cifras, e mais tarde foi estudar na Escola de Música Villa Lobos. Ele também fazia aulas particulares de canto lírico.

Em 1989 começou a dar aulas de canto no Centro Musical Antonio Adolfo, onde lecionou por nove anos. Depois montou seu próprio espaço para aulas particulares.

Em 2008 Márcio fundou A Oficina Da Voz, um estúdio/escola com outros professores e cursos variados de instrumentos musicais e ensaios. Em 2011, passou também a produzir videoaula para o Youtube e em 2013 se mudou para a Flórida, nos EUA, onde se dedicou à produção de vídeos como criador de conteúdo audiovisual. 

Em 2016, misturando a didática com o entretenimento, fez sucesso no Youtube analisando vozes e performances de cantores famosos nacionais e internacionais. Com os quadros do canal “Vozes Extraordinárias” e “Desafinação Bizarra”. 

Atualmente Márcio Guerra se dedica também a criar cursos online de canto.

Confira as mídias sociais de Márcio Guerra

Abai, da poesia à lenda




“Não sei se vivi bem ou mal, mas percorri um longo caminho entre lutas e disputas, sentenças e discussões, sofrimentos e preocupações, e assim cheguei à idade madura, exaurindo minhas forças, cansado de tudo [...].
Papel e caneta serão meu único consolo, passarei a anotar meus pensamentos. Se alguém encontrar neles uma palavra útil, que a copie ou memorize. Já se ninguém delas precisar, permanecerão comigo. 
Agora não tenho mais nenhuma preocupação além dessa ”
Abai Qunanbaiuly, O Livro das Palavras.

O escritor e filósofo Abai é uma figura central na cultura e na sociedade cazaque, considerado o pai da literatura e um dos grandes responsáveis pela preservação do idioma. No passado, ele também foi celebrado como um precursor e exemplo do espírito soviético, ainda que tenha vivido antes da Revolução. Muitos escritores soviéticos locais consideraram Abai um "escritor verdadeiramente soviético" pelo fervor revolucionário de seus textos e sua ânsia pela dignidade do povo. Uma versão romantizada da vida de Abai se tornou um gênero enciclopédico e histórico próprio, um clássico do realismo soviético escrito por Mukhtar Auezov.
A construção de heróis como Abai e a escrita histórica em romances permaneceram no coração da literatura moderna cazaque do século XX. Durante esse período, no contexto da propaganda e censura soviética, os escritores usaram o gênero de romance histórico para recontar as histórias de seu povo e reescrever sua nação em romances, peças de teatro, óperas e outros gêneros literários. Abai se tornou o símbolo máximo do espírito das estepes e um dos primeiros protagonistas históricos do realismo soviético que o transformou em lenda e modelo.
Abai nasceu em 10 de agosto de 1845, na região do Semipalatinsk, no seio de uma família extremamente rica e poderosa e começou a escrever ainda na juventude. Apesar de pertencer à elite da sociedade cazaque, desde cedo se mostrou ciente das necessidades das pessoas comuns. Como filósofo, ele vivia com o que seu povo vivia, compartilhava com eles sua dor e privação. 
Sua principal contribuição para a cultura e o folclore cazaque está em sua poesia, que expressa grande nacionalismo e cresceu a partir da cultura folclórica. Antes dele, a maior parte da poesia tradicional era oral, ecoando os hábitos nômades do povo das estepes. Durante sua vida, no entanto, ocorreram várias mudanças sócio-políticas e socioeconômicas importantes, a influência russa continuou a crescer no Cazaquistão, resultando em maiores possibilidades educacionais e em exposição a diferentes pensadores. Abay Qunanbayuli mergulhou na história cultural e filosófica dessas novas visões. Nesse sentido, sua poesia criativa afetou o pensamento de toda a classe instruída do país.
Seu legado é rico em canções e poemas, traduções e prosa. Seu livro mais famoso Kara Sozder, popularmente conhecido como O Livro das Palavras embora Palavras de Edificação seja uma tradução mais fiel, ganhou recentemente uma versão em português. Escrita ao longo de quase 10 anos, reúne 45 palavras de aconselhamento e contemplação que expressam seus mais profundos pensamentos, aspirações e críticas. Esta obra é uma reflexão sobre a vida nacional cazaque na segunda metade do século XIX e tem influenciado gerações até hoje.
Você pode encontrar o livro gratuitamente para download no site oficial da Embaixada do Cazaquistão no Brasil ou, se for usuário de Android, na Google Play Store.
Durante o mês de maio, estaremos publicando alguns de seus poemas por aqui e incentivamos a todos que lerem a participarem do Abai Challenge que lançaremos em breve em nossas redes sociais. 
Жақында кездескенше!

Texto, pesquisa e tradução por Sabrina Maciel