O universo Dimash no Conexão Cazaque

 O Dimash Kudaibergen Fã-Clube Brasil (DKFCB) já tinha completado seis meses e conquistava cada vez mais dears nas redes sociais, mas a ideia era buscar outras formas de divulgar ainda mais o nome do Dimash e, ao mesmo tempo, contar sua trajetória para os próprios integrantes do fã-clube. Foi então que a dear Tayssa Marques resolveu procurar Klau Pajaro, uma amiga dos tempos da adolescência, para propor uma parceria. E assim, em julho de 2019, nasceu o Conexão Cazaque.


O programa, com uma hora de duração, é exibido todas as quintas-feiras, a partir das 21h, na rádio web Conexão Litoral. A pauta aborda de tudo um pouco sobre o universo Dimash: os concertos, a trajetória nos concursos, programas de tv e festivais e várias curiosidades sobre a carreira do músico. Também fala da cultura do Cazaquistão e, claro, apresenta sempre um repertório de canções. 


Tayssa e Klau são de Itanhaém, cidade do litoral de São Paulo. Tornaram-se amigas nos tempos de escola, na década de 80. Depois cada uma tomou seu rumo. Tayssa seguiu a carreira de cantora e Klau se formou em rádio e tv. Por conta do trabalho, moraram em várias cidades do país. Décadas depois Tayssa voltou à cidade natal e Klau foi viver em Florianópolis (SC), onde fundou a rádio Conexão Litoral. 


— A gente nunca perdeu contato todos esses anos. Eu sabia que ela tinha sua própria rádio e então perguntei se podia ceder um espaço para falarmos de Dimash. Ela topou na hora — lembra Tayssa.


Foi a primeira vez que Klau ouviu falar sobre Dimash e com o pedido da amiga foi conferir o trabalho do cantor.


— Me apaixonei e na hora aceitei. A música é ótima e o conteúdo do programa é super bacana. As pessoas têm gostado muito — afirma a radialista. 


Tayssa conversou com as administradoras do DKFCB e o time foi montado para produzir e apresentar o Conexão Cazaque. Além de Tayssa, integraram a equipe que fundou o programa as dears Tatianny Ribeiro, Diana Cheng Madruga, Ana Paula Nascimento, Sabrina Maciel, Ana Paula Lima e Dani Santos.


O Conexão Cazaque estreou em 4 de julho de 2019. Ficou suspenso um tempo depois para reajustar as rotinas da produção — em função do crescimento do fã-clube e do surgimento de novos projetos —, mas agora está de volta. Na semana passada falou sobre o concerto de Londres, de 2018, e da turnê Arnau.


— Fico feliz em ver que deu certo e tem sido executado pelo DKFCB com tanto amor, carinho, dedicação e empenho. Torço para que a finalidade do programa seja alcançada e a cada dia mais gente ouça e aprecie o talento e a voz do Diko — festeja Tayssa.


O programa desta quinta-feira, 13, será especial em homenagem ao 175° aniversário do pensador e poeta cazaque Abai Kunanbayev.


O Conexão Cazaque é transmitido no site conexaolitoral.com.br.

"Dimash sempre será uma referência para os cantores do mundo”, afirma Márcio Guerra

Há pouco mais de dois anos e meio o músico brasileiro Márcio Guerra assistiu pela primeira vez a uma performance de Dimash. Aliás, duas: S.O.S d'un terrien en détresse e Unforgettable Day, primeiro e décimo episódios do The Singer. Professor de canto há mais de três décadas, Márcio tem um canal no Youtube com mais de 1,1 milhão de inscritos, onde analisa performances de músicos famosos. O vídeo de reação, hoje com mais de 870 mil visualizações, ajudou a divulgar a carreira de Dimash no Brasil. 

Encantado com o talento do jovem músico cazaque, Márcio decidiu criar uma série no seu canal, o Márcio Guerra Canto, que batizou de “A Saga na China”. A série toda tem mais de 4,8 milhões de visualizações.

“Dimash sempre será uma referência para os cantores do mundo”, afirma Márcio, carioca que desde 2013 vive na Flórida (EUA).

A partir do primeiro vídeo, Márcio Guerra passou a acompanhar o trabalho de Dimash e segue reagindo às suas performances. A mais recente foi também S.O.S d'un terrien en détresse, do Festival de Jazz de Tóquio.

“Não é todo dia que nasce um cantor com uma voz extraordinária como a do Dimash”, define ele, que destaca como principais qualidades do cantor a tessitura, agilidade e dinâmica.  

Em suas reações, onde costuma repetir que “Dimash precisa ser estudado pela Nasa”, Márcio também chama a atenção para a concentração e o efeito que Dimash causa na plateia. “Cada parte da voz de Dimash traz uma emoção diferente. A linguagem musical que ele usa é universal, não é restrita a um estilo ou um tipo de público”.  

Em dezembro do ano passado Márcio Guerra esteve em Nova York para assistir ao vivo o primeiro concerto solo de Dimash nos Estados Unidos. Com a ajuda do Dimash Kudaibergen Fã-Clube Brasil (DKFCB) encontrou-se com vários dears brasileiros. “Foi uma experiência única poder ouvir ao vivo e constatar a grandiosidade do talento do Dimash e também estar junto com seus fãs do mundo todo em seu primeiro show nos Estados Unidos”.

Sucesso no Youtube


Marcio Guerra começou cedo a estudar música. Foi na escola pública, no Rio, que teve o primeiro contato com o piano e a flauta doce. Começou a tocar violão sozinho, com ajuda das revistas de cifras, e mais tarde foi estudar na Escola de Música Villa Lobos. Ele também fazia aulas particulares de canto lírico.

Em 1989 começou a dar aulas de canto no Centro Musical Antonio Adolfo, onde lecionou por nove anos. Depois montou seu próprio espaço para aulas particulares.

Em 2008 Márcio fundou A Oficina Da Voz, um estúdio/escola com outros professores e cursos variados de instrumentos musicais e ensaios. Em 2011, passou também a produzir videoaula para o Youtube e em 2013 se mudou para a Flórida, nos EUA, onde se dedicou à produção de vídeos como criador de conteúdo audiovisual. 

Em 2016, misturando a didática com o entretenimento, fez sucesso no Youtube analisando vozes e performances de cantores famosos nacionais e internacionais. Com os quadros do canal “Vozes Extraordinárias” e “Desafinação Bizarra”. 

Atualmente Márcio Guerra se dedica também a criar cursos online de canto.

Confira as mídias sociais de Márcio Guerra

Abai, da poesia à lenda




“Não sei se vivi bem ou mal, mas percorri um longo caminho entre lutas e disputas, sentenças e discussões, sofrimentos e preocupações, e assim cheguei à idade madura, exaurindo minhas forças, cansado de tudo [...].
Papel e caneta serão meu único consolo, passarei a anotar meus pensamentos. Se alguém encontrar neles uma palavra útil, que a copie ou memorize. Já se ninguém delas precisar, permanecerão comigo. 
Agora não tenho mais nenhuma preocupação além dessa ”
Abai Qunanbaiuly, O Livro das Palavras.

O escritor e filósofo Abai é uma figura central na cultura e na sociedade cazaque, considerado o pai da literatura e um dos grandes responsáveis pela preservação do idioma. No passado, ele também foi celebrado como um precursor e exemplo do espírito soviético, ainda que tenha vivido antes da Revolução. Muitos escritores soviéticos locais consideraram Abai um "escritor verdadeiramente soviético" pelo fervor revolucionário de seus textos e sua ânsia pela dignidade do povo. Uma versão romantizada da vida de Abai se tornou um gênero enciclopédico e histórico próprio, um clássico do realismo soviético escrito por Mukhtar Auezov.
A construção de heróis como Abai e a escrita histórica em romances permaneceram no coração da literatura moderna cazaque do século XX. Durante esse período, no contexto da propaganda e censura soviética, os escritores usaram o gênero de romance histórico para recontar as histórias de seu povo e reescrever sua nação em romances, peças de teatro, óperas e outros gêneros literários. Abai se tornou o símbolo máximo do espírito das estepes e um dos primeiros protagonistas históricos do realismo soviético que o transformou em lenda e modelo.
Abai nasceu em 10 de agosto de 1845, na região do Semipalatinsk, no seio de uma família extremamente rica e poderosa e começou a escrever ainda na juventude. Apesar de pertencer à elite da sociedade cazaque, desde cedo se mostrou ciente das necessidades das pessoas comuns. Como filósofo, ele vivia com o que seu povo vivia, compartilhava com eles sua dor e privação. 
Sua principal contribuição para a cultura e o folclore cazaque está em sua poesia, que expressa grande nacionalismo e cresceu a partir da cultura folclórica. Antes dele, a maior parte da poesia tradicional era oral, ecoando os hábitos nômades do povo das estepes. Durante sua vida, no entanto, ocorreram várias mudanças sócio-políticas e socioeconômicas importantes, a influência russa continuou a crescer no Cazaquistão, resultando em maiores possibilidades educacionais e em exposição a diferentes pensadores. Abay Qunanbayuli mergulhou na história cultural e filosófica dessas novas visões. Nesse sentido, sua poesia criativa afetou o pensamento de toda a classe instruída do país.
Seu legado é rico em canções e poemas, traduções e prosa. Seu livro mais famoso Kara Sozder, popularmente conhecido como O Livro das Palavras embora Palavras de Edificação seja uma tradução mais fiel, ganhou recentemente uma versão em português. Escrita ao longo de quase 10 anos, reúne 45 palavras de aconselhamento e contemplação que expressam seus mais profundos pensamentos, aspirações e críticas. Esta obra é uma reflexão sobre a vida nacional cazaque na segunda metade do século XIX e tem influenciado gerações até hoje.
Você pode encontrar o livro gratuitamente para download no site oficial da Embaixada do Cazaquistão no Brasil ou, se for usuário de Android, na Google Play Store.
Durante o mês de maio, estaremos publicando alguns de seus poemas por aqui e incentivamos a todos que lerem a participarem do Abai Challenge que lançaremos em breve em nossas redes sociais. 
Жақында кездескенше!

Texto, pesquisa e tradução por Sabrina Maciel

Cazaquistão, a pátria de Dimash comemora 28 anos de independência

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Quem acompanha o blog já há algum tempo e leu o artigo sobre Daididau, sabe um pouco das agruras que o Cazaquistão sofreu durante o domínio russo e também a importância que a música folclórica e a divulgação da cultura tem para Dimash, por isso o post de hoje não poderia ser mais especial.

Foi em 16 de dezembro de 1991 que o Cazaquistão declarou sua independência da já moribunda URSS, após séculos subordinados ao país vizinho. A nação despontou temida e vista com maus olhos, pobre, atrasada, mas com um arsenal atômico imenso, as grandes potências temiam que a instabilidade e guerra civil que assolou as outras ex-repúblicas soviéticas atingissem também o país e o transformassem em uma ameaça à segurança mundial.

Para surpresa de muitos, e contrariando diversas expectativas de fracasso, o Cazaquistão não só se manteve unido e pacífico como cresceu e prosperou. Hoje, está entre os maiores IDHs e no grupo das 50 maiores economias do mundo,possui níveis baixíssimos de desigualdade e analfabetismo e se mostrou protagonista no cenário mundial em pautas como resolução pacífica de conflitos, tolerância religiosa e não-proliferação de armamento nuclear, tendo inclusive ocupado assento não permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas.

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País rico em belezas naturais, resquícios das ocupação soviética, marcos da corrida espacial, paisagens futuristas e cidades e monumentos centenários que remontam à Rota de Seda e periodos anteriores, vem se destacando cada vez mais como destino turístico no mundo. Brasileiros que se animem em visitar esse lugar tão mágico e cheio de mistérios possuem 30 dias de isenção de visto.

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Dimash em seus shows sempre faz questão de exaltar a pátria, adicionando em seu setlist músicas que enaltecem a terra e o povo cazaque. Três delas trago aqui hoje como homenagem aos 28 anos desse país que eu também aprendi a amar.

Começando por uma que é presença garantida em seus shows, Elim Menin é uma ode ao passado e uma prece ao futuro da nação. Composta pelo Alashuly Group, foi performada pela primeira vez pelo Dimash em 2016.


Meu país
Meu país anseia por
Liberdade de grilhões pesados
Parabéns, você ganhou liberdade
Que nossa nação permaneça forte e livre

Amanhecer brilhante, picos de montanhas crescentes
Canções estão no ar, pessoas apaixonadas por música
Finalmente, aqui está o tão esperado dia
Viva, viva, meu Cazaquistão

O Cazaquistão é uma floresta verde
Eu não posso esconder a alegria no meu coração
Os desejos dos meus antepassados, meu país
Pela independência e liberdade

Meu país anseia por
Liberdade de grilhões pesados
Parabéns, você ganhou liberdade
Que nossa nação permaneça forte e livre

Sangue dos avós, lágrimas das mães
Todos enriqueceram nossa preciosa terra
A união é a defesa mais forte
Para sempre ensinar nossos descendentes, nossa terra

Atemorize nossos inimigos, respeite nossos amigos
Todos se unam e marchem para a frente
Para o amanhã, nunca deixem de se esforçar
Acorde, minha nação, e fique acordada

Para o nosso povo, nosso país!
Pela nossa terra sagrada!
Eu desejo unidade como um
E nossa pátria prosperará para sempre

Já a famosa e queridinha Kazakhstan Song foi escrita especialmente para ele e também vem sendo performada desde 2016 ao lado do seu padrinho e banda. Em 2017 ela foi a escolhida para abrir seu primeiro show solo, Bastau, e ao fim dessa música, independentemente de país em que se encontre, Dimash sempre se ajoelha em respeito à pátria de que tanto se orgulha. No vídeo abaixo é possível assistir quatro apresentações diferentes dessa música.



Minha Pátria,
Seu nome é querido para mim
Meu país, meu bravo ancestral
O fogo da auto-estima queima
Iluminando seus olhos
Para toda a terra testemunhar

Minha Pátria, Cazaquistão
Eu sou apenas um dos muitos que te amam ternamente
Minha Pátria, Cazaquistão
O mundo se curvará respeitosamente para você
O mundo se curvará respeitosamente para você

Minha Pátria é tão bonita
O alvorecer da independência chegou
O criador fez todos os cazaques
corajosos como guerreiros
Quão orgulhoso eu sou

Minha Pátria, Cazaquistão
Eu sou apenas um dos muitos que te amam ternamente
Minha Pátria, Cazaquistão
O mundo se curvará respeitosamente para você
O mundo se curvará respeitosamente para você

Minha Pátria, Cazaquistão
Eu sou apenas um dos muitos que te amam ternamente
Minha Pátria, Cazaquistão
O mundo se curvará respeitosamente para você
O mundo se curvará respeitosamente para você

Que meu povo possa viver para sempre!

Para finalizar, deixo uma das minhas favoritas e não tão conhecidas de Dimash. Nós do DKFCB e dears não só do Brasil mas do mundo todo desejamos prosperidade e felicidade ao Cazaquistão e seu povo em mais esse aniversário. Que o futuro seja brilhante para todos.

Қазақстан Алға!




Texto e tradução por Sabrina Maciel




Astana Waltz, uma homenagem à capital

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Quem chega à capital do Cazaquistão, Nur-Sultan, se vê rodeado de uma sensação de miragem. Rodeada por extensas estepes, a cidade dá a impressão de ilusão, um oásis moderno aninhado na planície. A percepção de que nada daquilo existia há pouco mais de 20 anos apenas aumenta essa sensação.

Foi fundada em 1824 como posto militar militar russo e tornou-se um centro administrativo em 1868. Sua população havia atingido 33.000 habitantes quando foi transformado em oblast (província) em 1939. A importância da cidade foi bastante aumentada durante o período soviético graças ao programa Terras Virgens de meados da década de 1950 - Tselinogrado era o nome russo para a “Cidade das Terras Virgens” 

O nome da cidade foi alterado para Aqmola em 1992, após a independência do Cazaquistão. Em 1994, o governo cazaque decidiu transferir a capital nacional de Almaty para Aqmola, um processo concluído em 1997, e o nome da cidade foi novamente alterado, para Astana ("Capital"), no ano seguinte. o presidente Nursultan Nazarbayev gastou grandes somas dos lucros do petróleo do país em uma expansão e reconstrução drásticas de Astana, em parte inspirado pela empreitada do projeto de construção de Brasília na década de 1950. O governo contratou o arquiteto japonês Kurokawa Kishō para projetar o plano para as novas largas avenidas e edifícios em azul e ouro de Astana, incluindo o Palácio Presidencial. Nazarbayev também empregou o arquiteto britânico Sir Norman Foster para projetar o novo Palácio da Paz e Reconciliação, uma pirâmide de 62 metros de altura que inclui, entre outras coisas, uma biblioteca e uma casa de ópera. A cidade continuou a se desenvolver rapidamente durante toda a presidência de Nazarbayev e, em 20 de março de 2019, no dia seguinte à saída do cargo, a cidade foi renomeada como Nursultan em sua homenagem.

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Kanat Aitbayev, pai de Dimash escreveu Astana Waltz em parceria com Yertay Ashykbayev para homenagear a cidade em seu 10º aniversário. Sobre o processo de criação ele disse ter se inspirado na animação de sua filha quando visitaram a capital numa de suas viagens em família, por vê-la dançando acreditou que a então Astana merecia uma valsa. A letra fala não só das belezas de Nur-Sultan mas também do que ela representa para o país e o mundo. 

Em 2017, ao apresentar seu primeiro show solo, Dimash encerrou a setlist de duas horas de um belíssimo concerto da mesma forma que o começou, homenageando sua terra, seu povo e sua cultura.


O design futurista da cidade mostra a ambição e o desejo do Cazaquistão de se distanciar do legado soviético que marcou muitos dos países vizinhos da Ásia Central, além de também ser símbolo do futuro glorioso que é a esperança de um povo que sofreu por tantos séculos.


Texto por Sabrina Maciel

Karagym-ai, o amor paterno e a importância da música na cultura cazaque


Depois de meses sem postar nada aqui trago mais um artigo especial com um pouquinho da cultura cazaque e da história por trás das músicas que nosso querido Dimash canta.

Há um provérbio que diz: “Deus colocou uma partícula de kuy (música) na alma de cada cazaque no momento de seu nascimento”

Pessoas que vieram de fora, que observaram a vida dos cazaques nos séculos 18 e 19, notaram com surpresa e admiração, a criatividade do povo, a capacidade de criar improvisações musicais e poéticas, a participação de toda a sociedade em rodas de música - de crianças a pessoas muito idosas.

Cada estágio da vida é acompanhado por uma música. Por exemplo, quando uma jovem se casava e deixava sua aldeia, ela cantava uma música dedicada a cada um de seus parentes. Há uma música que é cantada nos casamentos, também uma música dedicada ao 25º aniversário, considerada a idade da maturidade. Os funerais também são acompanhados por cantos específicos.


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Aproximadamente 25 anos atrás, o poeta cazaque Shomishbay Sariev escreveu a letra da música "Karagim-ai". Ele dedicou a música à filha, que estava se casando. O pai coloca seus sentimentos no texto, sua preocupação em como será a vida da filha com o noivo, o que a espera pela frente. Compartilha com ela pensamentos sobre o significado da vida. O poeta argumenta que o significado mais importante da vida é o amor. A vida vivida sem amor é vazia. Ele se questiona: "Toda uma vida vivida sem amor é equivalente a um dia vivido com paixão?

É sempre triste sair de casa e cruzar o limiar da casa de outra pessoa. É por isso que também é um momento triste para uma filha. Afinal, as lágrimas da menina não são de tristeza, mas apenas de arrependimento ao se separar da vila nativa, parentes.

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O poeta pediu a seu amigo o famoso compositor cazaque Kenes Duisekeev que escrevesse a melodia O compositor, ao escrever a música, lembra sua única irmã, que não teve tempo de se casar e morreu aos 19 anos. Ele retratou o que o pai teria sentido se ela se casasse.

Portanto, a música acabou homenageando não só a filha do poeta, que vai se casar, mas também a irmã do compositor, que jamais teve essa experiência. Portanto, Karagym-ai fala também de amores que nunca se cumpriram.

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Dimash cantou a música "Karagym-ai" em um concerto dedicado aos 70 anos do compositor em 26 de março de 2016.



Texto por Sabrina Maciel

Daididau: a história de um povo contada em versos de amor




Um dos maiores símbolos da resistência ao domínio russo, Magzhan Zhumabayev é considerado um expoente da literatura cazaque, seu mais famoso poema Daididau se tornou mundialmente conhecido graças à performance de Dimash Kudaibergen. Ainda que tenha vivido entre o final do século XIX e início do século XX, seus escritos só vieram a público no final dos anos 1980. Seus primeiros poemas e músicas foram lançados em tenra idade, num estilo romântico comparado a Lord Byron e Pushkin.


Por muito tempo Daididau foi considerada uma cantiga popular cazaque, porém estudos recentes mostraram que a versão que conhecemos hoje foi escrita em meados dos anos 1930, durante o primeiro período no cárcere de Zhumabayev.

Seu primeiro e único amor foi Zuleikha, forçada a se casar aos 16 anos de idade com um homem rico, enquanto ele estudava em Omsk. Então ele conheceu outra garota Zeynep, eles se casaram e esse casamento foi feliz, mas ela acabou morrendo durante o parto. O bebê também faleceu poucos meses depois, o que foi outro golpe para a vida de Zhumabayev. Dos 40 anos que ele viveu, 12 deles passou na prisão. Durante a primeira grande fome no Cazaquistão, na década de 1920, ele trabalhou incansavelmente para ajudar os mais afetados. Ele e outras pessoas famosas do Cazaquistão fizeram consideráveis doações para um fundo de auxílio. O pai de Magzhan estava preocupado com ele e encontrou uma nova noiva, forçando Magzhan a se envolver, mas ele reencontrou Zuleikha e desta vez eles decidiram nunca mais se separar, fugindo para a cidade de Chelyabinsk, na Rússia. A partir deste momento eles nunca mais se separaram. Ela conhecia todos os seus poemas e não era apenas sua amante, mas sua amiga mais íntima.

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Apoiador declarado da Autonomia Alash, um breve governo independente que comandou o Cazaquistão de 1917 a 1919, Magzhan Zhumabayev foi injustamente acusado de espionagem, preso e sentenciado a 10 anos de prisão. Quando em 1928 ele foi mandado para a prisão, e mais tarde enviado para campos no norte da Carélia na Rússia, Zuleikha o seguiu, não importava para onde ele fosse levado, ela sempre o encontrou e veio vê-lo em todos os lugares. Ela fez um grande esforço para libertá-lo da prisão em 1936, chegando a pedir ao famoso escritor Maxim Gorky para ajudar. Durante o período na prisão, Zhumabayev recebeu a notícia mentirosa de que sua esposa o havia abandonado, nesse sentido Daididau foi escrita como um lamento pelo amor perdido e pelo sofrimento da nação. Mas ao contrário do que ele pensava, do lado de fora sua esposa trabalhava arduamente por sua liberdade e em 1934 sua pena foi reduzida e ele enfim pode retornar à família.

Infelizmente a felicidade não estava nas cartas para o casal, Magzhan Zhumabayev nunca mais foi o mesmo, estava fisicamente e espiritualmente quebrado. Seus poemas foram banidos e seus livros foram destruídos, ele também estava desempregado e não podia se sustentar porque ninguém queria contratá-lo. Poucos meses após o reencontro, Josef Stalin baixou o decreto de criação do NKVD e Zhumabayev foi novamente preso.. Na prisão ele foi torturado e confessou que ele era um inimigo do povo soviético e um espião japonês. Em 19 de março de 1938 foi executado por traição, sem nunca ter podido se despedir de seu amor.

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Seu nome era proibido porque a censura soviética condenou seu nome ao esquecimento e seu trabalho foi destruído. Há 50 anos, várias gerações de cazaques nem sabiam que havia um poeta tão grande. Seu retrato foi escondido por seu irmão por trás do retrato de Lênin na parede e só nos anos 1960 foi encontrado por seus sobrinhos. Seus dois irmãos foram presos e mortos apenas porque eram do mesmo sangue e muitos outros parentes foram condenados à prisão por 10 anos. Em 1989, quando seu livro estava sendo preparado para publicação, mais de 100 poemas foram escritos de acordo com sua cunhada, que os memorizou quando ele foi preso.

Sua amada Zuleikha nunca mais se casou e passou o resto da vida tentando publicar sua poesia. Apenas no final de sua vida, o sonho se tornou realidade, quando em 1988 Magzhan foi totalmente e finalmente reabilitado, e seus poemas pela primeira vez desde 1925 foram publicados na revista Friendship of People na cidade de Almaty. Se hoje temos o privilégio de conhecer tal autor, e através dele uma pequena parte do sofrimento do povo cazaque, é porque o amor de Zuleikha e Magzhan foi capaz de sobreviver a todas as dores e continuou ecoando em sua família até os dias atuais

  


Daididau
Levanto a pena para escrever-te, amada minha,

Tão bela quanto a lua cheia,

Cada vez que penso em ti, amada minha,
A paixão revive este coração sem vida.
Ah! Daididau
A paixão revive esse coração sem vida.

Vai mesmo me deixar?

Agora que nosso glorioso passado não passa de uma memória distante,

Lembre-se dos votos solenes que fizemos um ao outro,
A quem devo chorar minhas dores?
Ah! Daididau
A quem devo chorar minhas dores?

Há mais de um ano não nos vemos,

Mas parte de mim ainda vive em ti, amada minha,

É verdade que me abandonou?
Pensei termos prometido jamais nos separar,
O que posso dizer se quebrou sua promessa?

Daididau, tão bela quanto a lua cheia!

Ah! Daididau

A quem devo chorar minhas dores?
A quem devo chorar minhas dores?


Texto por Galiya Mensiitova e Sabrina Maciel
Tradução por Sabrina Maciel



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Meu cisne/My Swan



Os cisnes estão presentes no imaginário de diversas civilizações, da Europa à Sibéria, a Ásia Menor e Oriente Médio, sendo sempre associados a pureza, luz e fidelidade.

Na mitologia grega, são dois grandiosos cisnes brancos que puxam a carruagem do deus sol Apolo. É também em um cisne que Zeus se transforma para seduzir Leda. Este mito serviu de inspiração para W.B. Yeats em seu poema "Leda and the Swan". Yeats também escreveu "The Wild Swans at Coole", que foi escrito em sua busca pela beleza imortal em um mundo em que tudo é passageiro.

Os celtas acreditavam que os espíritos retornavam ao mundo como cisnes, e que também eram eles quem traziam os bebês para às famílias.

Na mitologia nórdica, dois cisnes beberam do poço de Urd. A água lá era tão pura que os cisnes ficaram brancos, assim como todos os seus descendentes.

O poeta nicaraguense Ruben Dario usou o cisne como inspiração. Seu poema mais famoso é "Brasão de Armas". Seu uso do cisne é um símbolo do movimento poético modernista.

Obras da literatura clássica referem-se ao mito de que, de outra forma, os cisnes que são silenciosos por toda a vida cantam maravilhosamente no momento de sua morte. Esta ideia deu origem à frase "canção do cisne".


No Oriente Médio, são sempre ligados à música e poesia, representando a prudência e nobreza. Na Índia, é a montaria sagrada do deus Brahma.
Através da Sibéria e países eslavos, do Patinho Feio de Hans Christian Andersen ao Lago dos Cisnes de Tchaikovsky, o cisne representa transformação e fidelidade eterna. No aclamado ballet, embora falhem em encontrar a felicidade em vida, o sacrifício conjunto permite aos enamorados a redenção após a morte. O canto de um cisne é interpretado como juras de amor eterno e comprometimento imortal, na natureza uma vez que o cisne encontra seu parceiro ele jamais o deixa, permanecendo fiel até a morte.


Uma das histórias mais famosas na literatura infantil, "O Patinho Feio", de Hans Christian Andersen, conta sobre um filhote que pensa que é um patinho pouco atraente, mas cresce em um belo e gracioso cisne. Andersen também escreveu "The Wild Swans". Este conto apresenta uma madrasta malvada que transformou seus enteados em cisnes. Para salvar sua irmã mais nova eles a carregam para terras distantes. Eis que em um sonho ela é visitada por uma fada que lhe orientar a fazer um voto de silêncio e tecer camisas de urtiga para quebrar a maldição de seus irmãos. Ela está prestes a ser queimada na fogueira como uma bruxa quando seus irmãos descem do céu e a salvam. Eles vestem as camisas mágicas de urtiga e se transformam em forma humana. Sua irmã enfim se vê livre do voto de silêncio e todos vivem felizes para sempre.


A música My Swan foi escrita por Aimurat Mazhikbaev e Oral Besengir e se tornou mundialmente famosa na voz de Dimash Kudaibergen e Maira Mukhamedkyzy. Ambos se conheceram quando Dimash competiu no programa 7 Songs da Qazaqstan TV. A música fala do lamento de alguém cujo amor foi desprezado.

                       Meu Cisne
Meu precioso amor, foi buscar felicidade com outro.
Não perdi a esperança, sinto sua falta.
Por que as flores do nosso amor murcharam?
O mistério do nosso amor esmaecido está claro.

Você nem olhou para trás quando me deixou.
Nossos sentimentos se esfriaram.

Meu Cisne, meu amor, meu sonho,
Minha aurora,
Por que seus sentimentos mudaram?
Entreguei minha alma a você, meu amor
Não entendo seu olhar vazio.

Não podemos parar o destino, adeus meu amor,
Seu coração ficou frio.
Essa é a última vez que compartilho com você,
Te desejo felicidade quando me deixar,
Nunca deixarei de sentir sua falta,
Você era minha minha companheira mas o fogo do amor se foi,
Que esses pensamentos sejam a música que escrevi para ti.

Meu cisne, meu amor, meu sonho,
Minha aurora,
Por que seus sentimentos mudaram?
Entreguei minha alma a você, meu amor.
Não entendo seu olhar vazio.

Seja feliz!

Texto e tradução por Sabrina Maciel 

A melhor "entrevista" entre Dimash e Dears


Encontro das Dears com Dimash nos primeiros dias de setembro no aeroporto,traduzido com autorização da Dear Elena Ilyasova eis a maravilhosa experiencia que elas tiveram:

"Nossa Elena Ilyasova juntou todos os comentários da Yulia Malin sobre o encontro e fez uma história.
Dears, o feedback do encontro com Dimash.

Quatro Dears do EFC (Eurasian Fan Club) organizaram de se encontrar hoje com o ídolo delas,Dimash Kudaibergen, no aeroporto em Novosibirsk (Russia), onde Dimash fez uma conexão para o avião que seguiria para Sochi.As Dears chegaram ao aeroporto quando o avião já estava quase pousando. Elas tentaram descobrir em qual saída esperar por Dimash. Elas pediram ajuda para um funcionário da companhia S7, que descobriram também ser um fã de Dimash e ele correu para conhece-lo junto das Dears sobre o plausível pretexto de que elas precisavam de ajuda.

Dimash e sua agente apareceram, ele foi informado de que fãs o encontrariam. Todos juntos foram pelo aeroporto procurando um lugar onde eles poderiam ficar. De primeira as Dears queriam dar os presentes rapidinho e sair, pois elas não queriam incomodar o Dimash. Porém ele,como um verdadeiro cavalheiro, convidou a fãs mulheres para uma cafeteria para tomarem uma xícara de chá. Ele estava de bom humor e sendo agradável, carinhoso,sorrindo e agradecendo.
Sobre o pagamento do café algo engraçado aconteceu, os cartões bancários de Dimash não aceitavam a maquininha. Ele brincou “Os cazaques estão lutando até o fim”,mas mesmo assim deu um jeito e pagou uma xícara de chá para as fãs. As garotas estavam preocupadas em estar chateando ele, e insistiram: “Não,não se preocupe! Talvez você esteja cansado, vamos nos sentar.” Mas Dimash é um verdadeiro cavalheiro,então as garotas tiveram que usar um “truque” – uma das Dears disse: “E eu que estou de saltos altos, por que vocês não se preocupam comigo?” Todos riram,ele também riu.

Ele convidou as garotas para cafeteria,mas avisou de que ele não poderia ficar sentado por muito tempo – ele estava muito cansado e gostaria de descansar antes do voo.
Entusiasmadas, as Dears olhavam para ele e não podiam deixar de admirar a sua beleza. De acordo com elas,ele tem um belo natural tom de pele, ele próprio cheira a floresta. Ele é animado e sosociável não se parece como uma “estrela”: as garotas imediatamente tiveram a impressão de que o conheciam a vida inteira,como se fosse alguém dalí. Eles conversaram sobre muitas coisas, e todas as Dears em unanimidade confirmaram de que ele estava <<respirando música>>, pensando o tempo todo sobre música, tudo em seu trabalho.

Quando eles subiram nas escadas rolantes, ele cantou Aria de Lensky e algumas vezes ele ouvia as melodias. Durante a conversa a melodia tocou no aeroporto – então Dimash imediatamente ouviu e cantou. Uma voz incrivelmente limpa e linda sem microfone – e os olhos deles brilhavam enquanto ele cantava!
Fãs o elogiaram por seu “moonwalk” , ele modestamente disse que os ensaios são melhores. Elas elogiaram a batida na bateria, ele ficou envergonhado. Em geral, ele foi fofo e modesto,como sempre!
Perguntado sobre quais são seus planos,Dimash disse que ele está fazendo metas ambiciosas. Ele acalmou seus fãs sobre como ele trabalha na China: um exelente contrato, condições confortáveis, uma boa equipe. Dimash disse que seu contrato é exelente, abrange tudo devidamente, se não fosse assim ele não teria aceitado. O contrato implica em deixar grande liberdade para a criatividade dele. Ele é livre para decidir por si só o que cantar,como cantar, como vestrir. “Dava pra ver que ele estava contente” – as garotas disseram que o rosto dele reflete quando ele não gosta de algo. Dimash disse que tem bastante trabalho para desenvolver,muitas coisas para fazer.

Ele falou muito sobre música.As fãs disseram que ele não apenas <<fala>> sobre música, ele literalmente <<respira>> e <<pensa>> com música, tudo sobre música é interessante para ele. Ele também descreveu em grandes detalhes sobre sua iniciativa própria na qual ele deliberadamente não mergulha em qualquer modo de vida ou detalhes comerciais, porque uma vez que permitir isso ao cérebro, o gosto pela música se perde. Portanto, isso provê as soluções para tudo isso, mantenha-se concentrado. Dears estavam maravilhadas ,ele falou tão pensativamente. As garotas questionaramsobre as sessões fotográficas de moda, e sobre a escolha das roupas para performance, -Dimash sorriu e disse que ele confia nos estilistas dele, apesar de muito frequentemente ele não presta atenção no que está vestindo- ele está tão focado na performance. Mesmo assim ele destacou que ele é livre para escolher suas roupas e pode recusar se não gostar de algo.
Quando falaram sobre os artistas russos,em particular, Dimash disse que ele respeita e escuta Sevara,ele falou com alegria sobre ela.

As fãs também perguntaram sobre como ele percebe essa atenção tão próxima dos fãs. Dimash respondeu que ele sonhava sobre isso, ele veio conscientemente para esta vida.Esta é uma parte integral da profissão. Ele disse que ele ama os fãs dele, ele gosta ele precisa de todos eles.

Dimash também disse que ele trata o criticismo como normal, mas ele fica muito desgostoso quando pelo menor criticismo direcionado a ele os fãs começam a brigar com os fãs de outros cantores ou críticos. Ele se preocupa sobre isso, acredita que isso é completamente impróprio/desnecessário.

E sobre a questão que nossa comunidade está agora preocupada, ele respondeu: sim, ele sabe sobre os outdoors em Sochi. Seu rosto se abriu com um sorriso quando ele tocou nesse tópico, disse que isso é muito legal!
Na despedida, as garotas deram os presentes para Dimash e sua equipe. Na foto na cafeteria, ele está abraçando um deles, um travesseiro."

- Começo de setembro de 2018

Tradução por Ana Paula Lima

Dimash quer saber: "O que exatamente vocês recebem de mim?"

Dimash lendo as respostas das Dears

Nesta quarta-feira, dia 10/04, o Dimash concedeu uma entrevista para a
Meipai Enterteinment. No final desta, foi dada a oportunidade do Dimash deixar uma pergunta para os fãs: "O que exatamente vocês recebem de mim?"



Hoje ele recebeu esse livreto com uma compilação das respostas de algumas dears chinesas, traduzido para cazaque. Ele passou alguns minutos lendo todo esse carinho. Com certeza sua viagem deve ter sido mais revigorante e feliz. 

E vocês, dears? O que vocês escreveriam pra ele?



Cr. Weibo

Love of the tired swans/Lyubov' ustavšikh lebedey

Celebrando o lançamento do MV de Love Of the Tired Swans hoje, vamos aprender um pouco mais sobre os significados por trás da música e do conceito do vídeo.

O cisne é uma das imagens tradicionais da poesia cazaque, popularizado por Asan Kaigy no século XV. Nos versos de S. Seifullin, I. Zhansugurov, K. Amanzholov, M. Makatayev, K. Akhmetova, K. Salykova o cisne é preconizado como símbolo de pureza, beleza e santidade. Nos aprofundaremos mais na simbologia de tão majestosa ave no próximo artigo, em que abordaremos Akkuym.

Inovações técnicas a parte, algo que temos como garantido nos trabalhos de Alan Badoev, o MV nos apresenta uma trágica e romântica história de anjos de uma única asa. A lenda originalmente surgiu na China, inspirada nos pássaros Hyoto, criaturas mágicas que tinham apenas uma asa. No entanto, o conto se espalhou pela Rota da Seda e ganhou ares cristãos.


A versão mais popular diz que Deus, após ter finalizado toda a obra da Criação, criou os seres humanos com uma única asa, para grande assombro e estranhamento dos anjos. Ao ser questionado sobre a razão de criá-los daquela forma, respondeu que, ao contrário dos anjos que seriam sempre solitários e voariam sozinhos, os seres humanos deveriam procurar entre si aquele que completasse seu par de asas, para que voassem mais alto e mais longe que qualquer anjo, sem jamais temer a solidão, pois apenas juntos seriam capazes de transpor qualquer obstáculo.

Até hoje esse conto serve para nos lembrar da magnitude do amor verdadeiro e da importância de fazer junto, em vez de tentar obter tudo no isolamento.


Tradução da letra:
O amor dos cisnes cansados

Olhe nos meus olhos
Por favor me perdoe, me desculpe
Eu te amo, você é minha vida
Sem o seu calor, eu estou obcecado por você
Nós não pudemos continuar
Estamos cansados, é difícil para nós.
Estou sozinho, por favor me entenda
Nada me importa sem amor.

Cisnes não podem viver separados
Espere, não se apresse,
Não diga que os sentimentos se foram
E não há caminho de volta.
Cisnes não podem viver separados
Espere, não se apresse
Na separação a dor é mais dura
Por favor aqueça meu amor,
O amor dos cisnes cansados.

E meus dias, sem emoção.
Eu sinto sua falta, tudo é complicado
Mas ainda estamos próximos, por favor, diga alguma coisa.
Me chame, sem o seu amor dói
Eu te peço, por favor, insista
Meus sentimentos extrapolam minha prosa,
Às vezes vem para meus sonhos
Me escolha, não procure outro.

Cisnes não podem viver separados
Espere, não se apresse.
Não diga que os sentimentos se foram
E não há caminho de volta
Cisnes não podem viver separados
Espere, não se apresse.
Na separação a dor é mais dura
Por favor aqueça meu amor
O amor dos cisnes cansados.

                              Por Sabrina Maciel 

Declaração de Paz de Astana do VIII Congresso de Líderes de Religiões Mundiais e Tradicionais e "The Story of One Sky" de Dimash Qudaibergen

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