Você já ouviu falar de uma reunião de líderes religiosos do mundo inteiro que ocorre de 3 em 3 anos em Astana, capital do Cazaquistão?
O Congresso de Líderes de Religiões Mundiais e Tradicionais é um fórum internacional iniciado em 2003 para promover o diálogo inter-religioso, a paz e a cooperação, combatendo o extremismo, promovendo o respeito mútuo e discutindo o papel das religiões na sociedade contemporânea, sempre focando na coexistência e tolerância.
Assim, o último Congresso, o de 2025, contou com a participação de mais de 100 representantes de 60 países, entre eles líderes espirituais do islamismo, cristianismo, budismo, judaísmo, hinduísmo, taoísmo, zoroastrismo, xintoísmo, bem como representantes de organizações internacionais, da comunidade acadêmica, além de figuras políticas e públicas.
Por que no Cazaquistão?
O Cazaquistão, situado na Ásia Central, com fronteiras com a China e a Rússia e um papel importante na antiga Rota da Seda, é justamente chamado de «encruzilhada de civilizações”. Por muitos séculos, representantes de diversas nações e grupos étnicos viveram e trabalharam juntos ali, construindo fortes laços culturais e econômicos que promoveram o enriquecimento mútuo e a prosperidade.
O Cazaquistão vive hoje um modelo social único de harmonia interétnica e inter-religiosa em um Estado laico. No país, vivem mais de 130 nacionalidades e grupos étnicos. O número de associações religiosas chega a 3.088, representando 17 confissões religiosas. A diversidade etnocultural e religiosa do Cazaquistão é uma enorme riqueza, permitindo que o Cazaquistão acumulasse uma riqueza histórica inestimável, com a experiência de coexistência pacífica de diferentes religiões, culturas e civilizações. E isso, por sua vez, contribuiu para a formação de orientações de valores semelhantes na maioria da população, criando uma atmosfera de tolerância e harmonia inter-religiosa.
Em um contexto mundial de conflitos étnicos e religiosos emergentes, a experiência singular do Cazaquistão no fortalecimento do diálogo inter-religioso e interconfessional tornou-se essencial em nível global. Não é por acaso que Astana, a capital do Cazaquistão, se consolidou como sede permanente e plataforma de diálogo para líderes religiosos.
Para receber os Congressos, foi construído em Astana o Palácio da Paz e da Conciliação com projeto do renomado arquiteto Normam Foster, uma estrutura arquitetônica singular em forma de pirâmides, que abriga o também o Centro Internacional de Culturas e Religiões e funciona como um local de pesquisa científica nas áreas de filosofia, estudos culturais, sociologia e estudos religiosos.
O Congresso de 2025
No Congresso de 2025, com o tema “Sinergia para o Futuro”, entre os temas debatidos destacaram-se a prevenção de conflitos em zonas de tensão — do Oriente Médio ao Leste Europeu —, os valores espirituais na era da realidade digital e da inteligência artificial, bem como o combate à radicalização da juventude, ao crescimento das ameaças a edifícios religiosos, à intolerância religiosa.
O Brasil se fez presente durante a sessão temática sobre a religião como fator de desenvolvimento sustentável, em que o membro da Sociedade Teosófica da República Federativa do Brasil, Oswaldo Condé, falou sobre o papel da religião como elemento para o desenvolvimento sustentável da paz.
Ao final do Congresso, é escrita e assinada então a Declaração de Paz de Astana, que pode ser lida no final desse texto.
E onde entra o Dimash em tudo isso?
Dimash Qudaibergen sempre defendeu a paz entre os povos em todas as oportunidades, inclusive em seus concertos. Essa postura firme acabou por lhe render uma posição de Embaixador da Boa Vontade das Nações Unidas. Dimash passou 3 anos compondo uma canção muito importante para ele e cuja mensagem é importante para o mundo todo, chamada The Story of One Sky. Dimash cantou essa canção pela primeira vez exatamente no Congresso de Líderes de Religiões Mundiais e Tradicionais de 2022. Dimash cantou diante do Papa Francisco que esteve presente e teve a honra de receber uma medalha das mãos dele.
The Story of One Sky é um réquiem multicultural e inter-religioso "moderno" (o Réquiem tradicional é uma canção para a Missa dos Mortos na Igreja Católica. O Réquiem mais conhecido é o de Mozart, cremos). O Réquiem geralmente tem duas partes: uma que lamenta a morte e outra que celebra a vida.
Essa canção é um tour de force, uma canção que exige dele um domínio de sua voz e uma entrega emocional, que afeta profundamente todos que tem a oportunidade de ouvi-la. Sua mensagem de paz, seu grito final de “We are choosing life”, “Nós escolhemos a vida!” é uma experiência intensa para muitos! Quem esteve na estreia no concerto dele conta que as pessoas choravam de soluçar nesse momento, em uma emoção muito visceral e profunda!
No final do videoclipe oficial, Dimash incluiu um trecho da Declaração de Paz de Astana daquele ano, fazendo com que milhares de fãs como eu buscassem mais informações e descobríssemos tanto sobre seu país:
"O diálogo, a compreensão e a ampla promoção de uma cultura de tolerância, a aceitação do outro e a convivência pacífica contribuiriam significativamente para reduzir muitos problemas econômicos, sociais, políticos e ambientais que pesam tanto sobre grande parte da humanidade."
Адам керуен, өмір жол. O homem é a caravana, a vida é a estrada. (Provérbio cazaque)
The Story of One Sky - Videoclipe oficial
The Story of One Sky ao vivo - Concerto de Almaty 2022 (a partir de 23min10seg).
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DECLARAÇÃO DE PAZ DE ASTANA 2025
Nós, participantes do VIII Congresso dos Líderes das Religiões Mundiais e Tradicionais, realizado em Astana nos dias 17 e 18 de setembro de 2025; unidos por nossa aspiração de contribuir para o fortalecimento do diálogo entre religiões, culturas e civilizações diversas, a fim de garantir a compreensão e o respeito mútuos, promover uma cultura de paz e melhorar as relações entre pessoas de diversas origens étnicas e religiosas.
Reconhecendo que o diálogo entre líderes religiosos pode fomentar uma consciência mais profunda e a promoção dos valores humanos universais; incluindo o incentivo e a proteção dos direitos humanos fundamentais e da liberdade, apoiando os esforços das Nações Unidas e de outras organizações internacionais, regionais, públicas e não governamentais para promover o diálogo entre religiões e culturas para reforçar a paz e a estabilidade no mundo.
Reconhecendo o papel especial da Aliança de Civilizações da ONU na promoção de uma compreensão e respeito mais profundos entre civilizações, culturas, religiões e povos, reafirmando nosso compromisso com os valores e objetivos consagrados no “Conceito de Desenvolvimento do Congresso dos Líderes das Religiões Mundiais e Tradicionais 2023-2033”.
Enfatizando a importância de respeitar a diversidade cultural e religiosa, expressando profundo pesar pelos conflitos em curso em várias partes do mundo, acompanhados por crises humanitárias e pelo sofrimento de populações pacíficas, acolhendo, neste contexto, o apelo do Presidente da República do Cazaquistão, Kassym-JomartTokayev, para unir os esforços de todas as pessoas de boa vontade para formar um novo movimento global pela paz.
Expressando preocupação com o aumento da intolerância religiosa e ideológica relacionada, incluindo suas manifestações no ambiente digital, que contribuem para a incitação ao ódio e à violência, observando que o terrorismo em todas as suas formas e manifestações não pode e não deve ser associados a qualquer religião, nacionalidade, civilização ou grupo étnico, reafirmando a importância de proteger locais e símbolos religiosos, que são patrimônios históricos únicos que refletem a espiritualidade, a cultura e as tradições dos povos em todo o mundo, expressando preocupação particular com a degradação ambiental e as mudanças climáticas, e observando o papel dos líderes religiosos na educação, inspiração e mobilização de suas comunidades para ações positivas a fim de proteger o meio ambiente.
Enfatizando que as novas tecnologias, incluindo a inteligência artificial, devem servir à humanidade, respeitar a dignidade humana e não causar danos, reconhecendo a importância de envolver jovens e mulheres no diálogo inter-religioso e intercultural para superar preconceitos, aprofundar a compreensão mútua e fortalecer a cooperação.
Destacando a importância da educação na promoção da paz, tolerância, compreensão mútua, diálogo inter-religioso e intercultural, e erradicação da discriminação com base em religião ou crenças.
Reafirmando a importância do Congresso como uma plataforma eficaz para o diálogo global e reconhecendo seu papel notável no fortalecimento do envolvimento intercultural e inter-religioso.
CHEGAMOS À SEGUINTE POSIÇÃO COMUM:
1. Expressamos nosso compromisso em aprofundar o diálogo inter-religioso e intercultural como um instrumento importante para alcançar a paz, estabilidade social e cooperação global. Em meio a crescentes conflitos e confrontos geopolíticos, é o diálogo que abre o caminho para a paz e o desenvolvimento — a base para a sobrevivência da humanidade.
2. Apelamos aos governos nacionais, organizações internacionais, líderes religiosos, formuladores de políticas, especialistas, ONGs, mídia e todas as pessoas de boa vontade para que promovam ativamente o diálogo inter-religioso e intercultural como base para a unidade humana, incentivando a tolerância, o respeito pelos direitos humanos, a inclusão e a coexistência pacífica, e rejeitando o discurso de ódio e a violência, a fim de reforçar a paz e o entendimento mútuo entre povos e Estados.
3. Acreditamos que faz parte da missão dos líderes religiosos servir como guias morais nas sociedades contemporâneas, apontando áreas problemáticas e fomentando a confiança e soluções justas, bem como apoiando a pacificação e o diálogo construtivo em níveis regional e global.
4. Observamos que a “Sessão Especial sobre a Salvaguarda de Sítios Religiosos”, sob os auspícios da Aliança de Civilizações da ONU, realizada durante o VIII Congresso dos Líderes das Religiões Mundiais e Tradicionais, contribui significativamente para a preservação da diversidade cultural e da herança espiritual da humanidade, ao mesmo tempo em que reconhece os danos e a destruição que ocorreram em muitas partes do mundo nos últimos anos. Sua convocação contribui para o objetivo da ONU de unir esforços globais na promoção e proteção da liberdade religiosa.
5. Reafirmamos o valor do Documento “Sobre a Fraternidade Humana para a Paz Mundial e a Convivência Comum”, iniciado pela Santa Sé e Al-Azhar Al-Sharif, a “Declaração de Meca”, a “Declaração sobre a Construção de Pontes entre Escolas Islâmicas de Pensamento”, bem como iniciativas da Santa Sé, Bahrein, Jordânia, Aliança das Civilizações, Liga Mundial Muçulmana, Religiões pela Paz, Fórum Inter-religioso do G20, Conselho Muçulmano de Anciãos, Comissão dos Estados Unidos para a Liberdade Religiosa Internacional (USCIRF) e outras organizações que visam fortalecer o diálogo inter-religioso e a compreensão mútua entre seguidores de diversas religiões e confissões em todo o mundo.
6. Expressamos nossa gratidão e respeito pela contribuição do Papa Francisco — um líder espiritual excepcional do nosso tempo, que dedicou sua vida a servir a paz, o diálogo entre pessoas e religiões e a proteção da dignidade humana e da justiça. Seu legado permanece como um guia luminoso para todos os que aspiram à harmonia, à misericórdia e à compreensão mútua.
7. Apoiamos resolutamente a tese da ONU de “Unidade na Diversidade” e as resoluções da Assembleia Geral da ONU voltadas para o desenvolvimento do diálogo inter-religioso e intercultural e para o combate à incitação ao ódio, tomando nota de iniciativas como o “Plano de Ação da ONU para a Proteção de Locais Religiosos”, que pode servir como um ponto de referência útil neste campo.
8. Expressamos profunda preocupação com a continuação dos conflitos em diversas regiões do mundo. Esses conflitos infligem danos devastadores a países e populações civis, causam violações em massa dos direitos humanos e colocam em risco os fundamentos da humanidade e a segurança global. Apelamos a todas as partes para que cessem a violência, estabeleçam o diálogo e busquem soluções pacíficas com base na Carta da ONU e no direito internacional.
9. Instamos veementemente a preservação da paz e a prevenção de qualquer uso de armas nucleares e outras armas de destruição em massa, que representam ameaças a toda a humanidade. Líderes e autoridades políticas devem exercer bom senso, seguir princípios morais e empreender todos os esforços possíveis para prevenir a escalada de conflitos armados, priorizando a preservação da paz e da segurança na Terra.
10. Chamamos a atenção para a necessidade da comunidade internacional de intensificar os esforços para apoiar mulheres e crianças, idosos, pessoas com deficiência, refugiados e pessoas deslocadas internamente de zonas de crise e conflito, garantindo seus direitos e integração social.
11. Reconhecemos que a desigualdade social fomenta o crescimento de visões radicais e apelamos aos líderes políticos para que reduzam as disparidades de riqueza e garantam condições de vida dignas para todos. Expressamos preocupação com a perda de direção espiritual e moral em sociedades consumistas e defendemos o cultivo de valores espirituais e responsabilidade moral nas sociedades modernas. Os seguidores de tradições religiosas não devem ser privados de seus direitos à liberdade de religião, de acordo com os valores espirituais.
12. Estamos convencidos de que as contradições e conflitos econômicos e políticos entre países não devem levar ao aumento da animosidade e intolerância intercultural e interétnica, nem ao ódio, à discriminação ou à violência entre as pessoas. A sociedade civil e os formuladores de políticas devem lembrar-se disso, incentivando a preservação do respeito mútuo e do diálogo que fomente uma cultura de tolerância e respeito entre pessoas, sociedades e nações.
13. Denunciamos o extremismo, o radicalismo e o terrorismo em todas as suas formas e manifestações e afirmamos a inadmissibilidade do uso da religião para fins políticos. Apelamos à cooperação entre líderes religiosos e políticos nesse sentido.
14. Condenamos qualquer propaganda de ódio religioso, incitação à discriminação, hostilidade ou violência com base na religião, a profanação de locais e símbolos religiosos e outros atos de intolerância religiosa.
15. Apoiamos a educação e a instrução religiosa como ferramentas para combater o radicalismo e o extremismo. A educação deve cultivar uma cultura de respeito por outras crenças e visões de mundo, lançando as bases para a coexistência pacífica e o respeito mútuo no mundo.
16. Apelamos à proteção dos direitos das minorias étnicas e religiosas, prevenindo a discriminação e a perseguição com base em raça, religião, cultura e outras diferenças. Reconhecendo que a diversidade humana reflete o plano divino e afirma a igualdade de todas as pessoas, enfatizamos a inadmissibilidade da coerção à religião e a necessidade de respeitar as diferenças como base para a coexistência pacífica.
17. Apoiamos a igualdade e a inclusão como fundamento para o desenvolvimento sustentável. Apelamos à proteção dos direitos de todos os grupos religiosos, étnicos e sociais, e à sua participação ativa na vida pública e no diálogo político.
18. Observamos o potencial das mulheres na vida política e pública e buscamos promover as condições que permitam a sua plena participação, reconhecendo como isso beneficia a sociedade como um todo.
19. Ressaltamos o papel da juventude na construção de pontes de compreensão e respeito entre diferentes culturas e religiões. Apoiamos o Fórum de Jovens Líderes Religiosos, realizado sob a égide do Congresso dos Líderes das Religiões Mundiais e Tradicionais, como uma importante plataforma para consolidar os esforços das novas gerações e garantir a continuidade do diálogo inter-religioso.
20. Expressamos preocupação com a desaceleração na implementação da Agenda de Desenvolvimento Sustentável da ONU e apelamos aos países desenvolvidos para que aumentem o apoio financeiro e tecnológico aos Estados em desenvolvimento para que alcancem os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável até 2030, ao mesmo tempo em que apelamos aos países em desenvolvimento para que envidem todos os esforços possíveis em prol do desenvolvimento sustentável.
21. Reafirmamos a importância da proteção ambiental e do combate às mudanças climáticas. Apelamos a esforços globais para preservar os ecossistemas, prevenir desastres climáticos, mitigar as consequências e se adaptar às mudanças climáticas. Cuidar da natureza é nosso dever moral para com o Criador e as gerações futuras.
22. Instruímos a Secretaria do Congresso a preparar um documento intitulado “O Papel da Fé no Combate às Mudanças Climáticas”, com o objetivo de apresentá-lo em fóruns internacionais sobre o clima.
23. Apelamos ao uso responsável de novas tecnologias, incluindo tecnologias digitais, inteligência artificial e bioengenharia. O uso da IA para discriminação, hostilidade ou comprometimento da dignidade humana é inaceitável.
Enfatizamos a necessidade de desenvolver normas internacionais para o uso da IA com base em direitos humanos e princípios éticos. Afirmamos que, apesar do progresso no desenvolvimento da IA, a capacidade de compaixão e amor genuínos permanece exclusivamente humana, e o cultivo dessas qualidades deve se tornar a base do desenvolvimento humanístico e espiritual da humanidade.
24. Recomendamos explorar a possibilidade de desenvolver um conjunto de princípios universais para o uso responsável da inteligência artificial a partir da perspectiva de valores espirituais e morais.
25. Apelamos à comunidade internacional para que defenda os objetivos e os princípios da Carta das Nações Unidas, do direito internacional e das garantias de segurança internacional, em meio à contenciosa agenda global e às realidades geopolíticas, que servem de base para a segurança e a justiça internacionais.
26. Apoiamos o apelo do Presidente do Cazaquistão, Kassym Jomart Tokayev, para estabelecer um novo movimento global pela paz, a fim de unir os esforços daqueles que se esforçam para superar divergências e conflitos, construir a confiança entre os povos e defender os ideais de paz e justiça.
27. Pretendemos intensificar o diálogo internacional sobre a promoção dos objetivos do movimento global pela paz e realizar uma série de eventos internacionais — mesas redondas, conferências e eventos paralelos — em parceria com outras plataformas globais e regionais, com o objetivo de identificar formas eficazes de promover uma cultura de paz e harmonia.
28. Propomos promover e implementar ativamente as ideias e os objetivos do Congresso dos Líderes das Religiões Mundiais e Tradicionais nas plataformas da ONU e em outros fóruns internacionais para fortalecer os esforços globais na formação de uma comunidade internacional inclusiva e harmoniosa.
29. Apelamos à comunidade internacional e à Assembleia Geral da ONU para que reconheçam o importante papel do Congresso dos Líderes das Religiões Mundiais e Tradicionais, que, por mais de 20 anos, promoveu ativamente o diálogo e o acordo entre as religiões, contribuindo para o fortalecimento da paz e da harmonia. O Congresso fez uma contribuição significativa para moldar o diálogo inter-religioso global e a diplomacia espiritual com base no respeito mútuo e na cooperação.
30. Instruímos a Secretaria do Congresso a desenvolver um Roteiro para o avanço e a implementação da Declaração do VIII Congresso dos Líderes das Religiões Mundiais e Tradicionais, garantindo a concretização prática das propostas e ideias delineadas em nível internacional, em conjunto com os parceiros do fórum.
31. Recomendamos que a Secretaria do Congresso estabeleça um Centro Internacional Online de Conhecimento Espiritual com uma biblioteca eletrônica de textos e materiais dos Congressos, discursos de participantes e especialistas, bem como projetos de mídia que reflitam as ideias e objetivos do fórum.
32. Reafirmamos nosso compromisso compartilhado de dar continuidade ao trabalho do Congresso dos Líderes das Religiões Mundiais e Tradicionais e expressamos nossa intenção de realizar o próximo, IX Congresso, em 2028 na capital da República do Cazaquistão, Astana.
33. Reconhecemos mais uma vez a República do Cazaquistão como um centro global e de autoridade para o diálogo intercultural e inter-religioso.
34. Expressamos nossa sincera gratidão à República do Cazaquistão, ao Presidente Kassym-Jomart Tokayev e ao povo do Cazaquistão pela convocação do VIII Congresso dos Líderes das Religiões Mundiais e Tradicionais, e pela organização de alta qualidade do evento, bem como por sua cordialidade e hospitalidade, que contribuíram para o fortalecimento da paz e da harmonia.
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Esta Declaração foi adotada pela maioria dos delegados do VIII Congresso dos Líderes das Religiões Mundiais e Tradicionais e está sendo encaminhada a governos, líderes políticos e religiosos em todo o mundo, organizações internacionais e regionais, instituições da sociedade civil, bem como associações religiosas e especialistas renomados. Ela também será divulgada como documento oficial durante a 80ª sessão da Assembleia Geral da ONU. Os princípios contidos na Declaração podem ser aplicados em níveis regional e internacional para serem considerados em todas as decisões políticas, legislação, programas educacionais e meios de comunicação de massa em todos os países interessados.
QUE NOSSO CAMINHO RUMO À UNIDADE, PAZ E PROSPERIDADE SEJA ABENÇOADO! PARTICIPANTES DO VIII CONGRESSO DOS LÍDERES DAS RELIGIÕES MUNDIAIS E TRADICIONAIS
REPÚBLICA DO CAZAQUISTÃO
ASTANA
17–18 DE SETEMBRO DE 2025
Fontes:
https://www.gov.kz/memleket/entities/mfa-brazil/press/news/details/1070868?lang=pt-br
https://e-history.kz/en/e-resources/show/13450










