Dimash
liderará vocalistas de elite de seis países no novo programa musical da Rota da
Seda, que percorrerá o Cazaquistão
O aguardado
programa de intercâmbio cultural “Voice Beyond Horizon” está prestes
a estrear. A atração é produzida pela equipe de Luo Xinxing, da Hunan Satellite
TV, sob a orientação do Departamento de Cooperação Internacional da
Administração Nacional de Rádio e Televisão, com apoio do Governo do
Cazaquistão e das autoridades de turismo do país.
A partir de quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026,
o público poderá acompanhar semanalmente, às 11h (horário de Brasília), pela Hunan Satellite TV e pela plataforma Mango TV, uma
jornada musical pelo Cazaquistão. Como o primeiro programa musical de variedades coproduzido por Cazaquistão e
China, dedicado ao intercâmbio cultural da Rota da Seda, o projeto será
exibido simultaneamente nos dois países, conectando cazaques e chineses por
meio da linguagem universal da música.
Este programa de variedades é repleto de
“singularidade”. “Voice
Beyond Horizon” não é apenas o primeiro programa musical de
variedades da Mango TV gravado inteiramente no exterior, mas também marca a
estreia do mundialmente renomado vocalista Dimash Qudaibergen como idealizador e principal protagonista do
show.
Esse
“prodígio de voz celestial”, do Cazaquistão, ganhou destaque internacional como
uma revelação no programa “Singer 2017”, conquistando o público com
interpretações impressionantes de canções como “S.O.S D'un Terrien en
détresse” e “The Show Must Go On”. Dono de uma extraordinária
extensão vocal de cinco oitavas e de técnica refinada, Dimash rapidamente
formou uma base global de fãs, sendo carinhosamente apelidado por internautas
chineses de “o ídolo importado mais querido”. Agora, ele retorna à Hunan Satellite
TV em um novo papel: como guia ideal, conduz jovens músicos de seis países
diferentes por uma jornada imersiva em sua terra natal, o Cazaquistão. Por meio
da linguagem que melhor domina - a música, ele revela as paisagens e histórias
mais cativantes desse país singular.
O programa
conta ainda com um seleto grupo de mentores, incluindo quatro consagrados
artistas chineses: Lei Jia, Li Yugang, Peng Jiahui e Cai Guoqing, além
do renomado produtor musical norte-americano Walter Afanasieff, que
juntos agregam profundidade profissional e forte carga emocional a cada
apresentação.
O
Palco Transfronteiriço: Vocalistas de Seis Nações à Espera de Seu Momento de
Glória
Atendendo ao chamado de Dimash, oito
vocalistas de elite do Cazaquistão, China, Quirguistão, Sérvia, Malásia e
Itália embarcam em uma jornada “estilo expedição” de 22 dias pelo Cazaquistão.
Indo muito além dos roteiros turísticos tradicionais, os artistas mergulham em
bazares locais movimentados, vastas estepes e tranquilas margens de lagos,
criando laços profundos com as pessoas encontradas nas cidades de Turquestão,
Aktau, Almaty e Astana. Até mesmo locais de projetos de cooperação da
iniciativa “Cinturão e Rota” tornam-se polos de inspiração criativa. Ao final,
cada história vivida e emoção sentida ao longo do caminho é “traduzida” em
música, culminando em oito performances impressionantes que unem herança étnica
e criatividade contemporânea.
Cada palco se transforma em uma colisão
eletrizante de inspiração e talento. Artistas de diferentes países se preparam
intensamente, tratando cada apresentação como uma batalha decisiva para superar
seus próprios limites à medida que o grande confronto final se aproxima. Com
base em um rigoroso sistema de pontuação, a jornada consagrará três campeões,
que receberão o prestigioso título de “Estrela da Glória”, oficialmente
reconhecido pelo Governo do Cazaquistão. Mais do que uma competição, o programa
é um diário musical da Rota da Seda, que registra tanto o calor da amizade
quanto a adrenalina da disputa de alto nível.
Destaques do Programa: Uma Fábrica de
Sucessos Encontra o Guia de Viagem Definitivo
A filosofia central do programa se
sustenta em três pilares: “canções que rompem fronteiras, cenários com
potencial viral e vocais de nível mundial”. Ao derrubar barreiras estilísticas,
artistas chineses e internacionais colaboram na criação de músicas que combinam
raízes culturais profundas com uma linguagem global. Cada apresentação é
pensada para se tornar um “hit de sucesso”, daqueles que o público vai querer
ouvir repetidamente.
Pelas lentes
do programa, o Cazaquistão revela uma beleza hipnotizante e etérea: as ruínas
antigas de Turquestão ecoam um milênio de herança da Rota da Seda; em Aktau, o
litoral do Mar Cáspio se estende até o horizonte, onde águas cristalinas se
fundem com um céu azul infinito; em Almaty, picos cobertos de neve observam a
Rua Xian Xinghai, símbolo do vínculo duradouro entre o Cazaquistão e a China;
em Astana, a arquitetura futurista se integra harmoniosamente às vastas
estepes, representando a perfeita fusão entre tradição e contemporaneidade.
Esse mosaico intricado de natureza e humanidade cria um encanto exótico
envolvente, transformando cada cena em uma verdadeira obra de arte.
Ainda mais
profundo é o modo como o programa converte o intercâmbio cultural em algo
palpável e audível. Jovens talentos de seis países utilizam suas vozes para
registrar experiências autênticas e construir amizades transnacionais. Assim,
transformam a visão de “Dez mil milhas
da Rota da Seda, uma canção que vem do coração” em uma vibrante realidade
musical, consolidando um feito cultural inovador que conecta nações e
revitaliza o espírito da Rota da Seda.
Em 2026, embarque nessa caravana musical e deixe seus
ouvidos guiarem você na viagem de uma vida inteira!
A partir de 5 de fevereiro, acompanhe
todas as quintas-feiras, às 11h (horário de Brasília), na Hunan Satellite TV e na Mango TV.
Você já ouviu falar de uma reunião de líderes religiosos
do mundo inteiro que ocorre de 3 em 3 anos em Astana, capital do Cazaquistão?
O Congresso de Líderes de Religiões Mundiais e Tradicionais
é um fórum internacional iniciado em 2003 para promover o diálogo
inter-religioso, a paz e a cooperação, combatendo o extremismo, promovendo o
respeito mútuo e discutindo o papel das religiões na sociedade contemporânea,
sempre focando na coexistência e tolerância.
Assim, o último Congresso, o de 2025, contou com a
participação de mais de 100 representantes de 60 países, entre eles líderes
espirituais do islamismo, cristianismo, budismo, judaísmo, hinduísmo, taoísmo,
zoroastrismo, xintoísmo, bem como representantes de organizações
internacionais, da comunidade acadêmica, além de figuras políticas e públicas.
Por que no Cazaquistão?
O Cazaquistão, situado na Ásia Central, com fronteiras com a
China e a Rússia e um papel importante na antiga Rota da Seda, é justamente
chamado de «encruzilhada de civilizações”. Por muitos séculos, representantes
de diversas nações e grupos étnicos viveram e trabalharam juntos ali,
construindo fortes laços culturais e econômicos que promoveram o enriquecimento
mútuo e a prosperidade.
O Cazaquistão vive hoje um modelo social único de harmonia
interétnica e inter-religiosa em um Estado laico. No país, vivem mais de 130
nacionalidades e grupos étnicos. O número de associações religiosas chega a
3.088, representando 17 confissões religiosas. A diversidade etnocultural e
religiosa do Cazaquistão é uma enorme riqueza, permitindo que o Cazaquistão
acumulasse uma riqueza histórica inestimável, com a experiência de coexistência
pacífica de diferentes religiões, culturas e civilizações. E isso, por sua vez,
contribuiu para a formação de orientações de valores semelhantes na maioria da
população, criando uma atmosfera de tolerância e harmonia inter-religiosa.
Em um contexto mundial de conflitos étnicos e religiosos
emergentes, a experiência singular do Cazaquistão no fortalecimento do diálogo
inter-religioso e interconfessional tornou-se essencial em nível global. Não é
por acaso que Astana, a capital do Cazaquistão, se consolidou como sede
permanente e plataforma de diálogo para líderes religiosos.
Para receber os Congressos, foi construído em Astana o
Palácio da Paz e da Conciliação com projeto do renomado arquiteto Normam Foster,
uma estrutura arquitetônica singular em forma de pirâmides, que abriga o também
o Centro Internacional de Culturas e Religiões e funciona como um local de
pesquisa científica nas áreas de filosofia, estudos culturais, sociologia e
estudos religiosos.
O Congresso de 2025
No Congresso de 2025, com o tema “Sinergia para o Futuro”, entre
os temas debatidos destacaram-se a prevenção de conflitos em zonas de tensão —
do Oriente Médio ao Leste Europeu —, os valores espirituais na era da realidade
digital e da inteligência artificial, bem como o combate à radicalização da
juventude, ao crescimento das ameaças a edifícios religiosos, à intolerância
religiosa.
O Brasil se fez presente durante a sessão temática sobre a
religião como fator de desenvolvimento sustentável, em que o membro da
Sociedade Teosófica da República Federativa do Brasil, Oswaldo Condé, falou
sobre o papel da religião como elemento para o desenvolvimento sustentável da
paz.
Ao final do Congresso, é escrita e assinada então a Declaração de Paz de Astana,
que pode ser lida no final desse texto.
E onde entra o Dimash em tudo isso?
Dimash Qudaibergen sempre defendeu a paz entre os povos em todas as oportunidades, inclusive em seus concertos. Essa postura firme acabou por lhe render uma posição de Embaixador da Boa Vontade das Nações Unidas. Dimash passou 3 anos compondo uma canção muito
importante para ele e cuja mensagem é importante para o mundo todo, chamada The
Story of One Sky. Dimash cantou essa canção pela primeira vez exatamente no Congresso de Líderes de
Religiões Mundiais e Tradicionais de 2022. Dimash cantou diante do Papa
Francisco que esteve presente e teve a honra de receber uma
medalha das mãos dele.
The Story of One Sky é um réquiem multicultural e inter-religioso "moderno" (o Réquiem tradicional é uma canção para a Missa dos Mortos na Igreja Católica. O Réquiem mais conhecido é o de Mozart, cremos). O Réquiem geralmente tem duas partes: uma que lamenta a morte e outra que celebra a vida.
Essa canção é um tour de force, uma canção que exige
dele um domínio de sua voz e uma entrega emocional, que afeta profundamente todos
que tem a oportunidade de ouvi-la. Sua mensagem de paz, seu grito final de “We
are choosing life”, “Nós escolhemos a vida!” é uma experiência intensa para muitos! Quem esteve na estreia no concerto dele conta que as pessoas choravam de soluçar nesse momento, em uma
emoção muito visceral e profunda!
No final do videoclipe oficial, Dimash incluiu
um trecho da Declaração de Paz de Astana daquele ano, fazendo com que milhares de fãs como eu
buscassem mais informações e descobríssemos tanto sobre seu país:
"O diálogo, a compreensão e a ampla promoção de uma
cultura de tolerância, a aceitação do outro e a convivência pacífica
contribuiriam significativamente para reduzir muitos problemas econômicos,
sociais, políticos e ambientais que pesam tanto sobre grande parte da
humanidade."
Адам керуен, өмір жол. O homem é a caravana, a vida é a estrada. (Provérbio cazaque)
The Story of One Sky - Videoclipe oficial
The Story of One Sky ao vivo - Concerto de Almaty 2022 (a partir de 23min10seg).
Nós, participantes do VIII
Congresso dos Líderes das Religiões Mundiais e Tradicionais, realizado em
Astana nos dias 17 e 18 de setembro de 2025; unidos por nossa aspiração de
contribuir para o fortalecimento do diálogo entre religiões, culturas e
civilizações diversas, a fim de garantir a compreensão e o respeito mútuos,
promover uma cultura de paz e melhorar as relações entre pessoas de diversas
origens étnicas e religiosas.
Reconhecendo que o diálogo entre
líderes religiosos pode fomentar uma consciência mais profunda e a promoção dos
valores humanos universais; incluindo o incentivo e a proteção dos direitos
humanos fundamentais e da liberdade, apoiando os esforços das Nações Unidas e
de outras organizações internacionais, regionais, públicas e não governamentais
para promover o diálogo entre religiões e culturas para reforçar a paz e a
estabilidade no mundo.
Reconhecendo o papel especial da
Aliança de Civilizações da ONU na promoção de uma compreensão e respeito mais
profundos entre civilizações, culturas, religiões e povos, reafirmando nosso
compromisso com os valores e objetivos consagrados no “Conceito de
Desenvolvimento do Congresso dos Líderes das Religiões Mundiais e Tradicionais
2023-2033”.
Enfatizando a importância de
respeitar a diversidade cultural e religiosa, expressando profundo pesar pelos
conflitos em curso em várias partes do mundo, acompanhados por crises
humanitárias e pelo sofrimento de populações pacíficas, acolhendo, neste contexto,
o apelo do Presidente da República do Cazaquistão, Kassym-JomartTokayev, para
unir os esforços de todas as pessoas de boa vontade para formar um novo
movimento global pela paz.
Expressando preocupação com o
aumento da intolerância religiosa e ideológica relacionada, incluindo suas
manifestações no ambiente digital, que contribuem para a incitação ao ódio e à
violência, observando que o terrorismo em todas as suas formas e manifestações
não pode e não deve ser associados a qualquer religião, nacionalidade,
civilização ou grupo étnico, reafirmando a importância de proteger locais e
símbolos religiosos, que são patrimônios históricos únicos que refletem a
espiritualidade, a cultura e as tradições dos povos em todo o mundo,
expressando preocupação particular com a degradação ambiental e as mudanças
climáticas, e observando o papel dos líderes religiosos na educação, inspiração
e mobilização de suas comunidades para ações positivas a fim de proteger o meio
ambiente.
Enfatizando que as novas
tecnologias, incluindo a inteligência artificial, devem servir à humanidade,
respeitar a dignidade humana e não causar danos, reconhecendo a importância de
envolver jovens e mulheres no diálogo inter-religioso e intercultural para
superar preconceitos, aprofundar a compreensão mútua e fortalecer a cooperação.
Destacando a importância da
educação na promoção da paz, tolerância, compreensão mútua, diálogo
inter-religioso e intercultural, e erradicação da discriminação com base em
religião ou crenças.
Reafirmando a importância do
Congresso como uma plataforma eficaz para o diálogo global e reconhecendo seu
papel notável no fortalecimento do envolvimento intercultural e
inter-religioso.
CHEGAMOS À SEGUINTE
POSIÇÃO COMUM:
1. Expressamos nosso compromisso em aprofundar o diálogo
inter-religioso e intercultural como um instrumento importante para alcançar a
paz, estabilidade social e cooperação global. Em meio a crescentes conflitos e
confrontos geopolíticos, é o diálogo que abre o caminho para a paz e o
desenvolvimento — a base para a sobrevivência da humanidade.
2. Apelamos aos governos nacionais, organizações
internacionais, líderes religiosos, formuladores de políticas, especialistas,
ONGs, mídia e todas as pessoas de boa vontade para que promovam ativamente o
diálogo inter-religioso e intercultural como base para a unidade humana,
incentivando a tolerância, o respeito pelos direitos humanos, a inclusão e a
coexistência pacífica, e rejeitando o discurso de ódio e a violência, a fim de
reforçar a paz e o entendimento mútuo entre povos e Estados.
3. Acreditamos que faz parte da missão dos líderes religiosos
servir como guias morais nas sociedades contemporâneas, apontando áreas
problemáticas e fomentando a confiança e soluções justas, bem como apoiando a
pacificação e o diálogo construtivo em níveis regional e global.
4. Observamos que a “Sessão Especial sobre a Salvaguarda de
Sítios Religiosos”, sob os auspícios da Aliança de Civilizações da ONU,
realizada durante o VIII Congresso dos Líderes das Religiões Mundiais e
Tradicionais, contribui significativamente para a preservação da diversidade
cultural e da herança espiritual da humanidade, ao mesmo tempo em que reconhece
os danos e a destruição que ocorreram em muitas partes do mundo nos últimos
anos. Sua convocação contribui para o objetivo da ONU de unir esforços globais
na promoção e proteção da liberdade religiosa.
5. Reafirmamos o valor do Documento “Sobre a Fraternidade
Humana para a Paz Mundial e a Convivência Comum”, iniciado pela Santa Sé e
Al-Azhar Al-Sharif, a “Declaração de Meca”, a “Declaração sobre a Construção de
Pontes entre Escolas Islâmicas de Pensamento”, bem como iniciativas da Santa
Sé, Bahrein, Jordânia, Aliança das Civilizações, Liga Mundial Muçulmana,
Religiões pela Paz, Fórum Inter-religioso do G20, Conselho Muçulmano de
Anciãos, Comissão dos Estados Unidos para a Liberdade Religiosa Internacional
(USCIRF) e outras organizações que visam fortalecer o diálogo inter-religioso e
a compreensão mútua entre seguidores de diversas religiões e confissões em todo
o mundo.
6. Expressamos nossa gratidão e respeito pela contribuição do
Papa Francisco — um líder espiritual excepcional do nosso tempo, que dedicou
sua vida a servir a paz, o diálogo entre pessoas e religiões e a proteção da
dignidade humana e da justiça. Seu legado permanece como um guia luminoso para
todos os que aspiram à harmonia, à misericórdia e à compreensão mútua.
7. Apoiamos resolutamente a tese da ONU de “Unidade na
Diversidade” e as resoluções da Assembleia Geral da ONU voltadas para o
desenvolvimento do diálogo inter-religioso e intercultural e para o combate à
incitação ao ódio, tomando nota de iniciativas como o “Plano de Ação da ONU
para a Proteção de Locais Religiosos”, que pode servir como um ponto de
referência útil neste campo.
8. Expressamos profunda preocupação com a continuação dos
conflitos em diversas regiões do mundo. Esses conflitos infligem danos
devastadores a países e populações civis, causam violações em massa dos
direitos humanos e colocam em risco os fundamentos da humanidade e a segurança
global. Apelamos a todas as partes para que cessem a violência, estabeleçam o
diálogo e busquem soluções pacíficas com base na Carta da ONU e no direito
internacional.
9. Instamos veementemente a preservação da paz e a prevenção
de qualquer uso de armas nucleares e outras armas de destruição em massa, que
representam ameaças a toda a humanidade. Líderes e autoridades políticas devem
exercer bom senso, seguir princípios morais e empreender todos os esforços
possíveis para prevenir a escalada de conflitos armados, priorizando a
preservação da paz e da segurança na Terra.
10. Chamamos a atenção para a necessidade da comunidade
internacional de intensificar os esforços para apoiar mulheres e crianças,
idosos, pessoas com deficiência, refugiados e pessoas deslocadas internamente
de zonas de crise e conflito, garantindo seus direitos e integração social.
11. Reconhecemos que a desigualdade social fomenta o
crescimento de visões radicais e apelamos aos líderes políticos para que
reduzam as disparidades de riqueza e garantam condições de vida dignas para
todos. Expressamos preocupação com a perda de direção espiritual e moral em
sociedades consumistas e defendemos o cultivo de valores espirituais e
responsabilidade moral nas sociedades modernas. Os seguidores de tradições
religiosas não devem ser privados de seus direitos à liberdade de religião, de
acordo com os valores espirituais.
12. Estamos convencidos de que as contradições e conflitos
econômicos e políticos entre países não devem levar ao aumento da animosidade e
intolerância intercultural e interétnica, nem ao ódio, à discriminação ou à
violência entre as pessoas. A sociedade civil e os formuladores de políticas
devem lembrar-se disso, incentivando a preservação do respeito mútuo e do
diálogo que fomente uma cultura de tolerância e respeito entre pessoas,
sociedades e nações.
13. Denunciamos o extremismo, o radicalismo e o terrorismo em
todas as suas formas e manifestações e afirmamos a inadmissibilidade do uso da
religião para fins políticos. Apelamos à cooperação entre líderes religiosos e
políticos nesse sentido.
14. Condenamos qualquer propaganda de ódio religioso,
incitação à discriminação, hostilidade ou violência com base na religião, a
profanação de locais e símbolos religiosos e outros atos de intolerância
religiosa.
15. Apoiamos a educação e a instrução religiosa como
ferramentas para combater o radicalismo e o extremismo. A educação deve
cultivar uma cultura de respeito por outras crenças e visões de mundo, lançando
as bases para a coexistência pacífica e o respeito mútuo no mundo.
16. Apelamos à proteção dos direitos das minorias étnicas e
religiosas, prevenindo a discriminação e a perseguição com base em raça,
religião, cultura e outras diferenças. Reconhecendo que a diversidade humana reflete
o plano divino e afirma a igualdade de todas as pessoas, enfatizamos a
inadmissibilidade da coerção à religião e a necessidade de respeitar as
diferenças como base para a coexistência pacífica.
17. Apoiamos a igualdade e a inclusão como fundamento para o desenvolvimento
sustentável. Apelamos à proteção dos direitos de todos os grupos religiosos,
étnicos e sociais, e à sua participação ativa na vida pública e no diálogo
político.
18. Observamos o potencial das mulheres na vida política e
pública e buscamos promover as condições que permitam a sua plena participação,
reconhecendo como isso beneficia a sociedade como um todo.
19. Ressaltamos o papel da juventude na construção de pontes
de compreensão e respeito entre diferentes culturas e religiões. Apoiamos o
Fórum de Jovens Líderes Religiosos, realizado sob a égide do Congresso dos
Líderes das Religiões Mundiais e Tradicionais, como uma importante plataforma
para consolidar os esforços das novas gerações e garantir a continuidade do
diálogo inter-religioso.
20. Expressamos preocupação com a desaceleração na
implementação da Agenda de Desenvolvimento Sustentável da ONU e apelamos aos
países desenvolvidos para que aumentem o apoio financeiro e tecnológico aos
Estados em desenvolvimento para que alcancem os Objetivos de Desenvolvimento
Sustentável até 2030, ao mesmo tempo em que apelamos aos países em
desenvolvimento para que envidem todos os esforços possíveis em prol do
desenvolvimento sustentável.
21. Reafirmamos a importância da proteção ambiental e do
combate às mudanças climáticas. Apelamos a esforços globais para preservar os
ecossistemas, prevenir desastres climáticos, mitigar as consequências e se
adaptar às mudanças climáticas. Cuidar da natureza é nosso dever moral para com
o Criador e as gerações futuras.
22. Instruímos a Secretaria do Congresso a preparar um
documento intitulado “O Papel da Fé no Combate às Mudanças Climáticas”, com o
objetivo de apresentá-lo em fóruns internacionais sobre o clima.
23. Apelamos ao uso responsável de novas tecnologias,
incluindo tecnologias digitais, inteligência artificial e bioengenharia. O uso
da IA para discriminação, hostilidade ou comprometimento da dignidade humana é
inaceitável.
Enfatizamos a necessidade de desenvolver normas
internacionais para o uso da IA com base em direitos humanos e princípios
éticos. Afirmamos que, apesar do progresso no desenvolvimento da IA, a
capacidade de compaixão e amor genuínos permanece exclusivamente humana, e o
cultivo dessas qualidades deve se tornar a base do desenvolvimento humanístico
e espiritual da humanidade.
24. Recomendamos explorar a possibilidade de desenvolver um
conjunto de princípios universais para o uso responsável da inteligência
artificial a partir da perspectiva de valores espirituais e morais.
25. Apelamos à comunidade internacional para que defenda os
objetivos e os princípios da Carta das Nações Unidas, do direito internacional
e das garantias de segurança internacional, em meio à contenciosa agenda global
e às realidades geopolíticas, que servem de base para a segurança e a justiça
internacionais.
26. Apoiamos o apelo do Presidente do Cazaquistão, Kassym Jomart
Tokayev, para estabelecer um novo movimento global pela paz, a fim de unir os
esforços daqueles que se esforçam para superar divergências e conflitos,
construir a confiança entre os povos e defender os ideais de paz e justiça.
27. Pretendemos intensificar o diálogo internacional sobre a
promoção dos objetivos do movimento global pela paz e realizar uma série de
eventos internacionais — mesas redondas, conferências e eventos paralelos — em
parceria com outras plataformas globais e regionais, com o objetivo de
identificar formas eficazes de promover uma cultura de paz e harmonia.
28. Propomos promover e implementar ativamente as ideias e os
objetivos do Congresso dos Líderes das Religiões Mundiais e Tradicionais nas
plataformas da ONU e em outros fóruns internacionais para fortalecer os
esforços globais na formação de uma comunidade internacional inclusiva e
harmoniosa.
29. Apelamos à comunidade internacional e à Assembleia Geral
da ONU para que reconheçam o importante papel do Congresso dos Líderes das
Religiões Mundiais e Tradicionais, que, por mais de 20 anos, promoveu
ativamente o diálogo e o acordo entre as religiões, contribuindo para o
fortalecimento da paz e da harmonia. O Congresso fez uma contribuição
significativa para moldar o diálogo inter-religioso global e a diplomacia
espiritual com base no respeito mútuo e na cooperação.
30. Instruímos a Secretaria do Congresso a desenvolver um
Roteiro para o avanço e a implementação da Declaração do VIII Congresso dos
Líderes das Religiões Mundiais e Tradicionais, garantindo a concretização
prática das propostas e ideias delineadas em nível internacional, em conjunto
com os parceiros do fórum.
31. Recomendamos que a Secretaria do Congresso estabeleça um
Centro Internacional Online de Conhecimento Espiritual com uma biblioteca
eletrônica de textos e materiais dos Congressos, discursos de participantes e
especialistas, bem como projetos de mídia que reflitam as ideias e objetivos do
fórum.
32. Reafirmamos nosso compromisso compartilhado de dar
continuidade ao trabalho do Congresso dos Líderes das Religiões Mundiais e
Tradicionais e expressamos nossa intenção de realizar o próximo, IX Congresso,
em 2028 na capital da República do Cazaquistão, Astana.
33. Reconhecemos mais uma vez a República do Cazaquistão como
um centro global e de autoridade para o diálogo intercultural e inter-religioso.
34. Expressamos nossa sincera gratidão à República do
Cazaquistão, ao Presidente Kassym-Jomart Tokayev e ao povo do Cazaquistão pela
convocação do VIII Congresso dos Líderes das Religiões Mundiais e Tradicionais,
e pela organização de alta qualidade do evento, bem como por sua cordialidade e
hospitalidade, que contribuíram para o fortalecimento da paz e da harmonia.
* * *
Esta Declaração foi adotada pela maioria dos delegados do VIII Congresso dos Líderes das Religiões
Mundiais e Tradicionais e está sendo encaminhada a governos, líderes
políticos e religiosos em todo o mundo, organizações internacionais e
regionais, instituições da sociedade civil, bem como associações religiosas e
especialistas renomados. Ela também será divulgada como documento oficial
durante a 80ª sessão da Assembleia Geral da ONU. Os princípios contidos na
Declaração podem ser aplicados em níveis regional e internacional para serem
considerados em todas as decisões políticas, legislação, programas educacionais
e meios de comunicação de massa em todos os países interessados.
QUE NOSSO CAMINHO RUMO
À UNIDADE, PAZ E PROSPERIDADE SEJA ABENÇOADO! PARTICIPANTES DO VIII CONGRESSO
DOS LÍDERES DAS RELIGIÕES MUNDIAIS E TRADICIONAIS
A República do Cazaquistão é um país localizado na Ásia Central com uma pequena parte no oeste da Europa. É o nono maior país do mundo em extensão territorial e o maior país sem costa marítima, e faz fronteira com Rússia, China, Quirguistão, Turcomenistão e Uzbequistão.
Historicamente, os humanos já habitavam a região onde hoje é o atual Cazaquistão desde a Idade da Pedra e eram basicamente tribos nômades dedicadas à caça e a pesca. Segundo arqueólogos e historiadores, transformações no clima da região das estepes forçaram mudanças no comportamento da população, fazendo com que essas tribos nômades começassem a se estabelecer e passassem a se dedicar à agricultura e à pecuária. A extensão da região e os seus vários tipos de relevo fizeram com que esta fosse habitada por diferentes grupos étnicos e culturas.
Os séculos 12 e 13 foram marcados por disputas de poder entre as diversas tribos nômades que habitavam a Ásia Central. Genghis Khan, líder de uma tribo mongol, conseguiu avançar sobre muitas tribos e se tornou o maior conquistador das estepes da Ásia Central. O Império de Genghis Khan provocou mudanças significativas na distribuição dos grupos étnicos na região do atual Cazaquistão, que, ao longo dos séculos, passou a ser dominada por tribos turcomanas que começaram a habitar principalmente a região de Altai. Essas tribos turcomanas acabaram desenhando o futuro da população habitante da região e trouxeram grande contribuição para o estilo de vida da região da Ásia Central, principalmente na esfera cultural, educação, desenvolvimento linguístico e unidade nacional.
Os séculos 18, 19 e 20 foram marcados pela soberania russa sobre toda região da Ásia Central. Em meados do século 19 todo o território do Cazaquistão fazia parte do Império Russo. Com a queda da União Soviética, esses países começaram a se tornar independentes. O Cazaquistão foi uma das últimas repúblicas soviéticas a declarar independência, o que ocorreu em 16 de dezembro de 1991.
Vinte e seis famílias do município de Igarassu, na Região Metropolitana de Recife, receberam cestas básicas doadas pelo Dimash Qudaibergen Fã-Clube Brasil (DQFCB). A entrega foi feita na manhã deste domingo, 3 de julho, pelas dears Yasmim Gabrielly e Zoraia Alves, que também distribuíram pipoca para as crianças do Loteamento Beira Rio. A localidade foi uma das mais afetadas pelas fortes chuvas que caíram no Estado de Pernambuco entre o fim de maio e começo de junho.
Com o apoio de dears de vários estados do Brasil, o DQFCB arrecadou, em apenas uma semana de campanha, a quantia de R$ 1.450,00. As doações foram incentivadas pelo fã-clube com a realização de um sorteio, cujo resultado foi divulgado neste sábado, 2 de julho.
As dears ganhadoras do sorteio foram: Vera Lúcia (um pôster DDS oficial autografado por Dimash e brindes do DQFCB), Helena Morais (uma caneca surpresa e brindes do DQFCB) e Maristela Naves (uma caneca surpresa e brindes do DQFCB).
A localidade escolhida para receber as doações ainda convive com os problemas causados pela chuva. O nível do rio subiu e várias casas foram atingidas pela água. As 26 famílias foram selecionadas com a ajuda de lideranças comunitárias, atendendo aos seguintes critérios: famílias com mais crianças, mais gastos com medicação e mais idosos.
O DQFCB agradece todas as pessoas envolvidas nesse projeto, dears e comunidade local, especialmente às dears do DQFCB-PE Yasmim e Zoraia que abraçaram a causa e conduziram todo o processo da entrega das cestas básicas com muito carinho.