Mostrando postagens com marcador música. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador música. Mostrar todas as postagens

O universo Dimash no Conexão Cazaque

 O Dimash Kudaibergen Fã-Clube Brasil (DKFCB) já tinha completado seis meses e conquistava cada vez mais dears nas redes sociais, mas a ideia era buscar outras formas de divulgar ainda mais o nome do Dimash e, ao mesmo tempo, contar sua trajetória para os próprios integrantes do fã-clube. Foi então que a dear Tayssa Marques resolveu procurar Klau Pajaro, uma amiga dos tempos da adolescência, para propor uma parceria. E assim, em julho de 2019, nasceu o Conexão Cazaque.


O programa, com uma hora de duração, é exibido todas as quintas-feiras, a partir das 21h, na rádio web Conexão Litoral. A pauta aborda de tudo um pouco sobre o universo Dimash: os concertos, a trajetória nos concursos, programas de tv e festivais e várias curiosidades sobre a carreira do músico. Também fala da cultura do Cazaquistão e, claro, apresenta sempre um repertório de canções. 


Tayssa e Klau são de Itanhaém, cidade do litoral de São Paulo. Tornaram-se amigas nos tempos de escola, na década de 80. Depois cada uma tomou seu rumo. Tayssa seguiu a carreira de cantora e Klau se formou em rádio e tv. Por conta do trabalho, moraram em várias cidades do país. Décadas depois Tayssa voltou à cidade natal e Klau foi viver em Florianópolis (SC), onde fundou a rádio Conexão Litoral. 


— A gente nunca perdeu contato todos esses anos. Eu sabia que ela tinha sua própria rádio e então perguntei se podia ceder um espaço para falarmos de Dimash. Ela topou na hora — lembra Tayssa.


Foi a primeira vez que Klau ouviu falar sobre Dimash e com o pedido da amiga foi conferir o trabalho do cantor.


— Me apaixonei e na hora aceitei. A música é ótima e o conteúdo do programa é super bacana. As pessoas têm gostado muito — afirma a radialista. 


Tayssa conversou com as administradoras do DKFCB e o time foi montado para produzir e apresentar o Conexão Cazaque. Além de Tayssa, integraram a equipe que fundou o programa as dears Tatianny Ribeiro, Diana Cheng Madruga, Ana Paula Nascimento, Sabrina Maciel, Ana Paula Lima e Dani Santos.


O Conexão Cazaque estreou em 4 de julho de 2019. Ficou suspenso um tempo depois para reajustar as rotinas da produção — em função do crescimento do fã-clube e do surgimento de novos projetos —, mas agora está de volta. Na semana passada falou sobre o concerto de Londres, de 2018, e da turnê Arnau.


— Fico feliz em ver que deu certo e tem sido executado pelo DKFCB com tanto amor, carinho, dedicação e empenho. Torço para que a finalidade do programa seja alcançada e a cada dia mais gente ouça e aprecie o talento e a voz do Diko — festeja Tayssa.


O programa desta quinta-feira, 13, será especial em homenagem ao 175° aniversário do pensador e poeta cazaque Abai Kunanbayev.


O Conexão Cazaque é transmitido no site conexaolitoral.com.br.

"Dimash sempre será uma referência para os cantores do mundo”, afirma Márcio Guerra

Há pouco mais de dois anos e meio o músico brasileiro Márcio Guerra assistiu pela primeira vez a uma performance de Dimash. Aliás, duas: S.O.S d'un terrien en détresse e Unforgettable Day, primeiro e décimo episódios do The Singer. Professor de canto há mais de três décadas, Márcio tem um canal no Youtube com mais de 1,1 milhão de inscritos, onde analisa performances de músicos famosos. O vídeo de reação, hoje com mais de 870 mil visualizações, ajudou a divulgar a carreira de Dimash no Brasil. 

Encantado com o talento do jovem músico cazaque, Márcio decidiu criar uma série no seu canal, o Márcio Guerra Canto, que batizou de “A Saga na China”. A série toda tem mais de 4,8 milhões de visualizações.

“Dimash sempre será uma referência para os cantores do mundo”, afirma Márcio, carioca que desde 2013 vive na Flórida (EUA).

A partir do primeiro vídeo, Márcio Guerra passou a acompanhar o trabalho de Dimash e segue reagindo às suas performances. A mais recente foi também S.O.S d'un terrien en détresse, do Festival de Jazz de Tóquio.

“Não é todo dia que nasce um cantor com uma voz extraordinária como a do Dimash”, define ele, que destaca como principais qualidades do cantor a tessitura, agilidade e dinâmica.  

Em suas reações, onde costuma repetir que “Dimash precisa ser estudado pela Nasa”, Márcio também chama a atenção para a concentração e o efeito que Dimash causa na plateia. “Cada parte da voz de Dimash traz uma emoção diferente. A linguagem musical que ele usa é universal, não é restrita a um estilo ou um tipo de público”.  

Em dezembro do ano passado Márcio Guerra esteve em Nova York para assistir ao vivo o primeiro concerto solo de Dimash nos Estados Unidos. Com a ajuda do Dimash Kudaibergen Fã-Clube Brasil (DKFCB) encontrou-se com vários dears brasileiros. “Foi uma experiência única poder ouvir ao vivo e constatar a grandiosidade do talento do Dimash e também estar junto com seus fãs do mundo todo em seu primeiro show nos Estados Unidos”.

Sucesso no Youtube


Marcio Guerra começou cedo a estudar música. Foi na escola pública, no Rio, que teve o primeiro contato com o piano e a flauta doce. Começou a tocar violão sozinho, com ajuda das revistas de cifras, e mais tarde foi estudar na Escola de Música Villa Lobos. Ele também fazia aulas particulares de canto lírico.

Em 1989 começou a dar aulas de canto no Centro Musical Antonio Adolfo, onde lecionou por nove anos. Depois montou seu próprio espaço para aulas particulares.

Em 2008 Márcio fundou A Oficina Da Voz, um estúdio/escola com outros professores e cursos variados de instrumentos musicais e ensaios. Em 2011, passou também a produzir videoaula para o Youtube e em 2013 se mudou para a Flórida, nos EUA, onde se dedicou à produção de vídeos como criador de conteúdo audiovisual. 

Em 2016, misturando a didática com o entretenimento, fez sucesso no Youtube analisando vozes e performances de cantores famosos nacionais e internacionais. Com os quadros do canal “Vozes Extraordinárias” e “Desafinação Bizarra”. 

Atualmente Márcio Guerra se dedica também a criar cursos online de canto.

Confira as mídias sociais de Márcio Guerra

Karagym-ai, o amor paterno e a importância da música na cultura cazaque


Depois de meses sem postar nada aqui trago mais um artigo especial com um pouquinho da cultura cazaque e da história por trás das músicas que nosso querido Dimash canta.

Há um provérbio que diz: “Deus colocou uma partícula de kuy (música) na alma de cada cazaque no momento de seu nascimento”

Pessoas que vieram de fora, que observaram a vida dos cazaques nos séculos 18 e 19, notaram com surpresa e admiração, a criatividade do povo, a capacidade de criar improvisações musicais e poéticas, a participação de toda a sociedade em rodas de música - de crianças a pessoas muito idosas.

Cada estágio da vida é acompanhado por uma música. Por exemplo, quando uma jovem se casava e deixava sua aldeia, ela cantava uma música dedicada a cada um de seus parentes. Há uma música que é cantada nos casamentos, também uma música dedicada ao 25º aniversário, considerada a idade da maturidade. Os funerais também são acompanhados por cantos específicos.


A imagem pode conter: 3 pessoas

Aproximadamente 25 anos atrás, o poeta cazaque Shomishbay Sariev escreveu a letra da música "Karagim-ai". Ele dedicou a música à filha, que estava se casando. O pai coloca seus sentimentos no texto, sua preocupação em como será a vida da filha com o noivo, o que a espera pela frente. Compartilha com ela pensamentos sobre o significado da vida. O poeta argumenta que o significado mais importante da vida é o amor. A vida vivida sem amor é vazia. Ele se questiona: "Toda uma vida vivida sem amor é equivalente a um dia vivido com paixão?

É sempre triste sair de casa e cruzar o limiar da casa de outra pessoa. É por isso que também é um momento triste para uma filha. Afinal, as lágrimas da menina não são de tristeza, mas apenas de arrependimento ao se separar da vila nativa, parentes.

A imagem pode conter: 3 pessoas

O poeta pediu a seu amigo o famoso compositor cazaque Kenes Duisekeev que escrevesse a melodia O compositor, ao escrever a música, lembra sua única irmã, que não teve tempo de se casar e morreu aos 19 anos. Ele retratou o que o pai teria sentido se ela se casasse.

Portanto, a música acabou homenageando não só a filha do poeta, que vai se casar, mas também a irmã do compositor, que jamais teve essa experiência. Portanto, Karagym-ai fala também de amores que nunca se cumpriram.

A imagem pode conter: 16 pessoas, pessoas sorrindo, pessoas em pé

Dimash cantou a música "Karagym-ai" em um concerto dedicado aos 70 anos do compositor em 26 de março de 2016.



Texto por Sabrina Maciel

Daididau: a história de um povo contada em versos de amor




Um dos maiores símbolos da resistência ao domínio russo, Magzhan Zhumabayev é considerado um expoente da literatura cazaque, seu mais famoso poema Daididau se tornou mundialmente conhecido graças à performance de Dimash Kudaibergen. Ainda que tenha vivido entre o final do século XIX e início do século XX, seus escritos só vieram a público no final dos anos 1980. Seus primeiros poemas e músicas foram lançados em tenra idade, num estilo romântico comparado a Lord Byron e Pushkin.


Por muito tempo Daididau foi considerada uma cantiga popular cazaque, porém estudos recentes mostraram que a versão que conhecemos hoje foi escrita em meados dos anos 1930, durante o primeiro período no cárcere de Zhumabayev.

Seu primeiro e único amor foi Zuleikha, forçada a se casar aos 16 anos de idade com um homem rico, enquanto ele estudava em Omsk. Então ele conheceu outra garota Zeynep, eles se casaram e esse casamento foi feliz, mas ela acabou morrendo durante o parto. O bebê também faleceu poucos meses depois, o que foi outro golpe para a vida de Zhumabayev. Dos 40 anos que ele viveu, 12 deles passou na prisão. Durante a primeira grande fome no Cazaquistão, na década de 1920, ele trabalhou incansavelmente para ajudar os mais afetados. Ele e outras pessoas famosas do Cazaquistão fizeram consideráveis doações para um fundo de auxílio. O pai de Magzhan estava preocupado com ele e encontrou uma nova noiva, forçando Magzhan a se envolver, mas ele reencontrou Zuleikha e desta vez eles decidiram nunca mais se separar, fugindo para a cidade de Chelyabinsk, na Rússia. A partir deste momento eles nunca mais se separaram. Ela conhecia todos os seus poemas e não era apenas sua amante, mas sua amiga mais íntima.

Imagem relacionada



Apoiador declarado da Autonomia Alash, um breve governo independente que comandou o Cazaquistão de 1917 a 1919, Magzhan Zhumabayev foi injustamente acusado de espionagem, preso e sentenciado a 10 anos de prisão. Quando em 1928 ele foi mandado para a prisão, e mais tarde enviado para campos no norte da Carélia na Rússia, Zuleikha o seguiu, não importava para onde ele fosse levado, ela sempre o encontrou e veio vê-lo em todos os lugares. Ela fez um grande esforço para libertá-lo da prisão em 1936, chegando a pedir ao famoso escritor Maxim Gorky para ajudar. Durante o período na prisão, Zhumabayev recebeu a notícia mentirosa de que sua esposa o havia abandonado, nesse sentido Daididau foi escrita como um lamento pelo amor perdido e pelo sofrimento da nação. Mas ao contrário do que ele pensava, do lado de fora sua esposa trabalhava arduamente por sua liberdade e em 1934 sua pena foi reduzida e ele enfim pode retornar à família.

Infelizmente a felicidade não estava nas cartas para o casal, Magzhan Zhumabayev nunca mais foi o mesmo, estava fisicamente e espiritualmente quebrado. Seus poemas foram banidos e seus livros foram destruídos, ele também estava desempregado e não podia se sustentar porque ninguém queria contratá-lo. Poucos meses após o reencontro, Josef Stalin baixou o decreto de criação do NKVD e Zhumabayev foi novamente preso.. Na prisão ele foi torturado e confessou que ele era um inimigo do povo soviético e um espião japonês. Em 19 de março de 1938 foi executado por traição, sem nunca ter podido se despedir de seu amor.

Imagem relacionada

Seu nome era proibido porque a censura soviética condenou seu nome ao esquecimento e seu trabalho foi destruído. Há 50 anos, várias gerações de cazaques nem sabiam que havia um poeta tão grande. Seu retrato foi escondido por seu irmão por trás do retrato de Lênin na parede e só nos anos 1960 foi encontrado por seus sobrinhos. Seus dois irmãos foram presos e mortos apenas porque eram do mesmo sangue e muitos outros parentes foram condenados à prisão por 10 anos. Em 1989, quando seu livro estava sendo preparado para publicação, mais de 100 poemas foram escritos de acordo com sua cunhada, que os memorizou quando ele foi preso.

Sua amada Zuleikha nunca mais se casou e passou o resto da vida tentando publicar sua poesia. Apenas no final de sua vida, o sonho se tornou realidade, quando em 1988 Magzhan foi totalmente e finalmente reabilitado, e seus poemas pela primeira vez desde 1925 foram publicados na revista Friendship of People na cidade de Almaty. Se hoje temos o privilégio de conhecer tal autor, e através dele uma pequena parte do sofrimento do povo cazaque, é porque o amor de Zuleikha e Magzhan foi capaz de sobreviver a todas as dores e continuou ecoando em sua família até os dias atuais

  


Daididau
Levanto a pena para escrever-te, amada minha,

Tão bela quanto a lua cheia,

Cada vez que penso em ti, amada minha,
A paixão revive este coração sem vida.
Ah! Daididau
A paixão revive esse coração sem vida.

Vai mesmo me deixar?

Agora que nosso glorioso passado não passa de uma memória distante,

Lembre-se dos votos solenes que fizemos um ao outro,
A quem devo chorar minhas dores?
Ah! Daididau
A quem devo chorar minhas dores?

Há mais de um ano não nos vemos,

Mas parte de mim ainda vive em ti, amada minha,

É verdade que me abandonou?
Pensei termos prometido jamais nos separar,
O que posso dizer se quebrou sua promessa?

Daididau, tão bela quanto a lua cheia!

Ah! Daididau

A quem devo chorar minhas dores?
A quem devo chorar minhas dores?


Texto por Galiya Mensiitova e Sabrina Maciel
Tradução por Sabrina Maciel



Hey gostou do post? Deixe seu comentário abaixo!
Quer conversar sobre assuntos interessantes com outros Dears? 
Então vem pro grupo no Facebook clicando aqui

Meu cisne/My Swan



Os cisnes estão presentes no imaginário de diversas civilizações, da Europa à Sibéria, a Ásia Menor e Oriente Médio, sendo sempre associados a pureza, luz e fidelidade.

Na mitologia grega, são dois grandiosos cisnes brancos que puxam a carruagem do deus sol Apolo. É também em um cisne que Zeus se transforma para seduzir Leda. Este mito serviu de inspiração para W.B. Yeats em seu poema "Leda and the Swan". Yeats também escreveu "The Wild Swans at Coole", que foi escrito em sua busca pela beleza imortal em um mundo em que tudo é passageiro.

Os celtas acreditavam que os espíritos retornavam ao mundo como cisnes, e que também eram eles quem traziam os bebês para às famílias.

Na mitologia nórdica, dois cisnes beberam do poço de Urd. A água lá era tão pura que os cisnes ficaram brancos, assim como todos os seus descendentes.

O poeta nicaraguense Ruben Dario usou o cisne como inspiração. Seu poema mais famoso é "Brasão de Armas". Seu uso do cisne é um símbolo do movimento poético modernista.

Obras da literatura clássica referem-se ao mito de que, de outra forma, os cisnes que são silenciosos por toda a vida cantam maravilhosamente no momento de sua morte. Esta ideia deu origem à frase "canção do cisne".


No Oriente Médio, são sempre ligados à música e poesia, representando a prudência e nobreza. Na Índia, é a montaria sagrada do deus Brahma.
Através da Sibéria e países eslavos, do Patinho Feio de Hans Christian Andersen ao Lago dos Cisnes de Tchaikovsky, o cisne representa transformação e fidelidade eterna. No aclamado ballet, embora falhem em encontrar a felicidade em vida, o sacrifício conjunto permite aos enamorados a redenção após a morte. O canto de um cisne é interpretado como juras de amor eterno e comprometimento imortal, na natureza uma vez que o cisne encontra seu parceiro ele jamais o deixa, permanecendo fiel até a morte.


Uma das histórias mais famosas na literatura infantil, "O Patinho Feio", de Hans Christian Andersen, conta sobre um filhote que pensa que é um patinho pouco atraente, mas cresce em um belo e gracioso cisne. Andersen também escreveu "The Wild Swans". Este conto apresenta uma madrasta malvada que transformou seus enteados em cisnes. Para salvar sua irmã mais nova eles a carregam para terras distantes. Eis que em um sonho ela é visitada por uma fada que lhe orientar a fazer um voto de silêncio e tecer camisas de urtiga para quebrar a maldição de seus irmãos. Ela está prestes a ser queimada na fogueira como uma bruxa quando seus irmãos descem do céu e a salvam. Eles vestem as camisas mágicas de urtiga e se transformam em forma humana. Sua irmã enfim se vê livre do voto de silêncio e todos vivem felizes para sempre.


A música My Swan foi escrita por Aimurat Mazhikbaev e Oral Besengir e se tornou mundialmente famosa na voz de Dimash Kudaibergen e Maira Mukhamedkyzy. Ambos se conheceram quando Dimash competiu no programa 7 Songs da Qazaqstan TV. A música fala do lamento de alguém cujo amor foi desprezado.

                       Meu Cisne
Meu precioso amor, foi buscar felicidade com outro.
Não perdi a esperança, sinto sua falta.
Por que as flores do nosso amor murcharam?
O mistério do nosso amor esmaecido está claro.

Você nem olhou para trás quando me deixou.
Nossos sentimentos se esfriaram.

Meu Cisne, meu amor, meu sonho,
Minha aurora,
Por que seus sentimentos mudaram?
Entreguei minha alma a você, meu amor
Não entendo seu olhar vazio.

Não podemos parar o destino, adeus meu amor,
Seu coração ficou frio.
Essa é a última vez que compartilho com você,
Te desejo felicidade quando me deixar,
Nunca deixarei de sentir sua falta,
Você era minha minha companheira mas o fogo do amor se foi,
Que esses pensamentos sejam a música que escrevi para ti.

Meu cisne, meu amor, meu sonho,
Minha aurora,
Por que seus sentimentos mudaram?
Entreguei minha alma a você, meu amor.
Não entendo seu olhar vazio.

Seja feliz!

Texto e tradução por Sabrina Maciel 

Love of the tired swans/Lyubov' ustavšikh lebedey

Celebrando o lançamento do MV de Love Of the Tired Swans hoje, vamos aprender um pouco mais sobre os significados por trás da música e do conceito do vídeo.

O cisne é uma das imagens tradicionais da poesia cazaque, popularizado por Asan Kaigy no século XV. Nos versos de S. Seifullin, I. Zhansugurov, K. Amanzholov, M. Makatayev, K. Akhmetova, K. Salykova o cisne é preconizado como símbolo de pureza, beleza e santidade. Nos aprofundaremos mais na simbologia de tão majestosa ave no próximo artigo, em que abordaremos Akkuym.

Inovações técnicas a parte, algo que temos como garantido nos trabalhos de Alan Badoev, o MV nos apresenta uma trágica e romântica história de anjos de uma única asa. A lenda originalmente surgiu na China, inspirada nos pássaros Hyoto, criaturas mágicas que tinham apenas uma asa. No entanto, o conto se espalhou pela Rota da Seda e ganhou ares cristãos.


A versão mais popular diz que Deus, após ter finalizado toda a obra da Criação, criou os seres humanos com uma única asa, para grande assombro e estranhamento dos anjos. Ao ser questionado sobre a razão de criá-los daquela forma, respondeu que, ao contrário dos anjos que seriam sempre solitários e voariam sozinhos, os seres humanos deveriam procurar entre si aquele que completasse seu par de asas, para que voassem mais alto e mais longe que qualquer anjo, sem jamais temer a solidão, pois apenas juntos seriam capazes de transpor qualquer obstáculo.

Até hoje esse conto serve para nos lembrar da magnitude do amor verdadeiro e da importância de fazer junto, em vez de tentar obter tudo no isolamento.


Tradução da letra:
O amor dos cisnes cansados

Olhe nos meus olhos
Por favor me perdoe, me desculpe
Eu te amo, você é minha vida
Sem o seu calor, eu estou obcecado por você
Nós não pudemos continuar
Estamos cansados, é difícil para nós.
Estou sozinho, por favor me entenda
Nada me importa sem amor.

Cisnes não podem viver separados
Espere, não se apresse,
Não diga que os sentimentos se foram
E não há caminho de volta.
Cisnes não podem viver separados
Espere, não se apresse
Na separação a dor é mais dura
Por favor aqueça meu amor,
O amor dos cisnes cansados.

E meus dias, sem emoção.
Eu sinto sua falta, tudo é complicado
Mas ainda estamos próximos, por favor, diga alguma coisa.
Me chame, sem o seu amor dói
Eu te peço, por favor, insista
Meus sentimentos extrapolam minha prosa,
Às vezes vem para meus sonhos
Me escolha, não procure outro.

Cisnes não podem viver separados
Espere, não se apresse.
Não diga que os sentimentos se foram
E não há caminho de volta
Cisnes não podem viver separados
Espere, não se apresse.
Na separação a dor é mais dura
Por favor aqueça meu amor
O amor dos cisnes cansados.

                              Por Sabrina Maciel 

Declaração de Paz de Astana do VIII Congresso de Líderes de Religiões Mundiais e Tradicionais e "The Story of One Sky" de Dimash Qudaibergen

Você já ouviu falar de uma reunião de líderes religiosos do mundo inteiro que ocorre de 3 em 3 anos em Astana, capital do Cazaquistão? O C...